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Negócios

Softex estrutura programa de exportação de software

O Programa Setorial Integrado para Exportação do Software e Serviços Correlatos (PSI-SW) pretende reunir investimentos de R$ 23 milhões e dever ser apoiado pela Apex.

Por Ricardo Cesar

06 de julho de 2004 - 16h34
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Ricardo Cesar
 
A Softex está estruturando um projeto para fomentar a exportação de software nacional. Batizada de Programa Setorial Integrado para Exportação do Software e Serviços Correlatos (PSI-SW), a iniciativa foi apresentada à Agência de Promoção de Exportações (Apex), que deve apoiá-la inclusive com recursos financeiros. A expectativa é angariar recursos da ordem de R$ 23 milhões, divididos em partes semelhantes pelas duas entidades e pelas fornecedoras de software que aceitarem participar.

 

O coordenador-geral da Softex, Djalma Petit, explica que tem a intenção de angariar pelo menos 70 fornecedoras nacionais para o projeto e até agora reuniu cerca de metade desse número. Os produtos e serviços serão agrupados em seis verticais - finanças, governo, telecomunicações, segurança, saúde e internet – para serem oferecidos ao mercado externo.

 

Além disso, as empresas serão separadas em quatro modelos de negócios: terceirização, software semi-customizado, software de pacote e modelo ASP com download de software.

 

Os recursos serão empregados em capacitação, qualidade, marketing e promoção comercial. Um conjunto de atividades está sendo esboçado no âmbito da iniciativa, incluindo a contratação de consultores no exterior que devem visitar clientes e traçar um perfil de cada mercado. Os alvos prioritários são EUA, Alemanha, Japão, China, Espanha e França. Há também mercados secundários, como os Emirados Árabes Unidos, Argentina, Chile, Angola e México.

 

Petit espera reunir fornecedoras nacionais de software de todos os tamanhos, mas a maior parte dos integrantes da iniciativa deverá ser constituída de empresas de médio porte.

 

Paralelamente, a Softex vai iniciar um programa para aumentar o número de empresas com certificado CMMI no Brasil. A iniciativa terá investimentos de R$ 1,4 milhão. A idéia é aumentar o número de consultores no Brasil capazes de certificar em CMMI e conseguir com que o País tenha cerca de 20 novas empresas CMMI nível 3 até o final do projeto, que começa em julho e tem previsão de durar um ano e meio.

 

O PSI-SW será apresentado na próxima segunda-feira, 12, em evento organizado pelo Instituto de Tecnologia de Software (ITS) no Hotel Crown Plaza, em São Paulo.

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