Negócios
Softex estrutura programa de exportação de software
O Programa Setorial Integrado para Exportação do Software e Serviços Correlatos (PSI-SW) pretende reunir investimentos de R$ 23 milhões e dever ser apoiado pela Apex.
Por Ricardo Cesar
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Ricardo Cesar
A Softex está estruturando um projeto para fomentar a exportação de software nacional. Batizada de Programa Setorial Integrado para Exportação do Software e Serviços Correlatos (PSI-SW), a iniciativa foi apresentada à Agência de Promoção de Exportações (Apex), que deve apoiá-la inclusive com recursos financeiros. A expectativa é angariar recursos da ordem de R$ 23 milhões, divididos em partes semelhantes pelas duas entidades e pelas fornecedoras de software que aceitarem participar.
O coordenador-geral da Softex, Djalma Petit, explica que tem a intenção de angariar pelo menos 70 fornecedoras nacionais para o projeto e até agora reuniu cerca de metade desse número. Os produtos e serviços serão agrupados em seis verticais - finanças, governo, telecomunicações, segurança, saúde e internet para serem oferecidos ao mercado externo.
Além disso, as empresas serão separadas em quatro modelos de negócios: terceirização, software semi-customizado, software de pacote e modelo ASP com download de software.
Os recursos serão empregados em capacitação, qualidade, marketing e promoção comercial. Um conjunto de atividades está sendo esboçado no âmbito da iniciativa, incluindo a contratação de consultores no exterior que devem visitar clientes e traçar um perfil de cada mercado. Os alvos prioritários são EUA, Alemanha, Japão, China, Espanha e França. Há também mercados secundários, como os Emirados Árabes Unidos, Argentina, Chile, Angola e México.
Petit espera reunir fornecedoras nacionais de software de todos os tamanhos, mas a maior parte dos integrantes da iniciativa deverá ser constituída de empresas de médio porte.
Paralelamente, a Softex vai iniciar um programa para aumentar o número de empresas com certificado CMMI no Brasil. A iniciativa terá investimentos de R$ 1,4 milhão. A idéia é aumentar o número de consultores no Brasil capazes de certificar em CMMI e conseguir com que o País tenha cerca de 20 novas empresas CMMI nível 3 até o final do projeto, que começa em julho e tem previsão de durar um ano e meio.
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