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Negócios

Especial: Pólos de exportação de software

Reportagem do COMPUTERWORLD traça um mapa completo do software nacional e mostra onde estão os pólos, quais os incentivos do governo e os desafios para alcançar o mercado externo.

02 de agosto de 2004 - 10h28
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Genilson Cesar, especial para o Computerworld

O que fazer para exportar US$ 2 bilhões em software até 2007? O esforço que vem sendo realizado em várias regiões do País mostra que esse desafio imposto pelo governo brasileiro, há dois anos, pode se transformar em realidade, se não no prazo estipulado, mas bem mais cedo do que os menos otimistas poderiam esperar. Já são mais de 20 os centros de desenvolvimento de software espalhados por todo o Brasil (veja mapa), numa intensa atividade da qual fazem parte software houses nacionais, instituições de ensino e pesquisa, incubadoras de empresas e grandes companhias multinacionais da área de tecnologia da informação.

A produção, por enquanto, ainda é meio aleatória. Inclui desde software de bancos de dados textual, como acontece em Brasília, sistemas de automação industrial, em Porto Alegre, software de gestão empresarial, em Joinville, até joguinhos para aparelhos celulares, em Recife. As experiências de exportação são cada vez mais constantes, como ocorre com o consórcio PBTech, financiado pelo Sebrae e Agência de Promoção de Exportações (Apex), reunindo empresas de Campina Grande e João Pessoa, na Paraíba, cuja meta é conquistar clientes da Espanha e da América Latina. “O Brasil não terá como exportar US$ 2 bilhões em software se não investir pesadamente em desenvolvimento e capacitação de recursos humanos”, insiste o professor Cylon Gonçalves da Silva, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Não é uma tarefa fácil, especialmente para um país cujo mercado de software, da ordem de US$ 7,7 bilhões em 2001, segundo dados do Softex e do Massachussets Institute of Technology (MIT), é praticamente dependente dos fornecedores externos. A maioria dos centros de desenvolvimento nacionais trabalha com um volume escasso de recursos. O orçamento do Softville, o pólo tecnológico de Joinville, no Estado de Santa Catarina, por exemplo, é de apenas R$ 500 mil por ano. “O que é muito pouco para desenvolver competência e explorar o potencial de desenvolvimento de software destinado à exportação”, diz Ademir Rossi, gerente-executivo do Softville.

O Softville é um dos maiores projetos de desenvolvimento de software no País, cujas instalações físicas ocupam uma área de 12,5 mil metros quadrados na região central de Joinville, equipadas com laboratórios de informática e espaço para eventos. Trata-se de uma estratégia de ação voltada a compartilhar serviços com mais de 50 empresas associadas – grandes software houses nacionais como Datasul, Logocenter, Microsiga, entre outras, responsáveis por um faturamento de cerca de US$ 300 milhões por ano.

Empresas como a Datasul, é claro, dão o tom do pólo. Afinal, a empresa tem uma forte presença no mercado de sistemas de gestão empresarial, no Brasil e no exterior, aonde vem atuando com franquias em vários países da América Latina, em especial no México. A Datasul investiu maciçamente na formação de pessoal, por meio de acordo com as universidades da região – a cada ano, metade dos 60 alunos formados pelas escolas técnicas locais e depois treinados na Universidade Datasul, acaba sendo contratada pela empresa. Sua influência no meio acadêmico é tanta que vários currículos de cursos da área de ciência da computação, como o de consultores de ERP, que funciona na Universidade de Joinville (Univelle), foram criados sob influência direta da empresa. “Hoje, nós temos uma estrutura de produção de software muito mais controlada e em condições de competir em condições de igualdade com outros países no mercado internacional”, afirma Eliseo Breda, responsável pelo centro de desenvolvimento de software da Datasul.

Mas o desenvolvimento de software no Brasil não é privilégio de uma ou outra região do País. “O fundamental para desenvolver software é ter recursos humanos qualificados. Esse é o principal ingrediente para se ter um embrião de um pólo de desenvolvimento de software. E isso já existe em vários centros acadêmicos brasileiros”, resume Djalma Petit, coordenador geral da sociedade Softex, entidade criada com o propósito de promover e incentivar a produção de software nacional e que congrega mais de mil empresas de tecnologia da informação.

As barreiras que impediam o acesso natural das empresas ao mercado, avalia Petit, começam a ser superadas com a melhoria do relacionamento com os órgãos de apoio governamentais. Um exemplo é o novo Prosoft (Programa para o Desenvolvimento da Indústria Nacional de Sortware e Serviços Correlatos) do BNDES. “Não há mais limite mínimo para financiamento, a remuneração de capital não é mais variável, o que de certa forma espantava as empresas” diz ele. Além disso, o programa está agora com duas novas linhas de financiamento: ao comprador nacional de software e ao comprador internacional. “Isso vai impulsionar tanto o mercado local como o mercado internacional de software”, afirma Petit.

O Brasil, de acordo com estudos do Softex, tem hoje uma oportunidade excepcional para atuar como grande prestador de serviços de software no mercado mundial. “Existem concorrentes muito fortes, como a Índia e alguns países do Leste Europeu, mas as empresas brasileiras têm vantagens competitivas pelo fato de terem trabalhado com clientes exigentes e sofisticados”, diz Petit. “É preciso aproveitar essa janela de mercado, no curto prazo, sob pena de perdemos essa oportunidade”, afirma. O Softex, informa ele, está coordenando um projeto de exportação com apoio da Apex, reunindo 70 empresas para iniciar um movimento de exportação de software para países da Europa e da Ásia, a partir do ano que vem. “Estamos iniciando um projeto piloto com o governo da China para exportar soluções de governo eletrônico baseadas no Linux”, conta.

Qualquer projeto de internacionalização do software brasileiro, no entanto, deve passar antes por um exaustivo trabalho de qualificação do produto e de valorização profissional. Pelo menos é nessa direção que segue a experiência realizada pela RioSoft, pólo de software que congrega mais de 40 empresas do Rio de Janeiro. São três linhas de ações, informa Benito Diaz Paret, gerente executivo da RioSoft: o desenvolvimento de um modelo de processo produtivo de software, em parceria com o Coppe/UFRJ, visando organizar a engenharia do software; a avaliação de conformidade do software, em parceria com a Sempra, de Campinas (SP), com foco nas pequenas software houses; e preparação das empresas que pretendem atuar no mercado internacional, também em parceria com o Coppe. “O objetivo é criar uma cultura de software no país num prazo de quatro anos. Não dá para acreditar na internacionalização do software brasileiro, se antes não tivermos uma boa presença no mercado nacional”, diz Paret.

O imperador do Porto Digital
Oriundo da Universidade Federal de Pernambuco, o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) se torna o carro-chefe do parque tecnológico e um dos maiores negócios de produção de software do Brasil

Funcionando com uma ponte entre a academia e a indústria para tentar criar mais empresas e desenvolver capital humano na área de tecnologia da informação, o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) é uma incubadora de empresas e se tornou um dos maiores negócios de produção de software do Brasil. O Cesar tem hoje quase 300 profissionais, a metade dos quais na área de engenharia de software, uma fábrica de sistemas com especialização em CMM (capability maturity model) nível 2, caminhando para o nível 3, certificação ISO-9001, 13 novas empresas incubadas em oito anos de atividades e uma produção de software para grandes empresas, como Motorola, Siemens, Datasul, entre outras, que resultou num faturamento de R$ 20 milhões em 2003. “O Cesar surgiu da universidade, mas é hoje um supridor das necessidades de inovação para clientes, públicos e privados, que precisam de soluções sofisticadas de informática”, define Silvio Lemos Meira, cientista-chefe da instituição.

O modelo é inovador. Fundado em 1996 por sete professores universitários, o Cesar tem, por isso mesmo, uma forte aproximação com a da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Como é quase uma organização não-governamental, apesar de operar nos moldes de uma empresa privada, na hora de distribuir dividendos para acionistas, por exemplo, a instituição reinveste a fatia relacionada aos lucros no custeio do Centro de Informática da UFPE. “Hoje, nós somos o principal elemento de sustentação financeira do centro”, diz Carlos Frederico Arruda, superintendente do Cesar. Os professores do Centro de Informática atuam como consultores de projetos ou ainda como sócios de unidades de negócios das empresas incubadas. O Cesar trabalha atualmente com duas empresas incubadas – a e-Capture, que desenvolve soluções de transações de cartões de crédito e de venda de crédito para cartões pré-pagos, e a Meantime, fabricante de jogos para telefones celulares, um segmento que começa a gerar negócios, inclusive no mercado internacional. Há casos de empresas graduadas como a Newsstop, que se fundiu com a IMS, do Rio de Janeiro, e a Neurotech, que opera com ferramentas para redes neurais. Além disso, há experiências de sociedade com fundos de investimentos, como no caso da Radix com o Opportunity, empresa que desenvolve tecnologia de busca na internet, que foi desmembrada em mais duas outras – uma delas vendida para a Datasul e a outra para a Brasil Telecom.

IPI revertido à pesquisa

Toda operação do Cesar está voltada ao mercado corporativo e de empresas governamentais. “O objetivo é trabalhar com grandes multinacionais e empresas públicas para vender soluções de sistemas de informação. Soluções com diferencial competitivo”, diz Meira. A rede de supermercados Bom Preço, por exemplo, é um dos principais clientes de soluções web e de captura de transações eletrônicas, e contribui com quase 40% do faturamento do centro.

Além disso, o Cesar funciona como pólo de atração dos investimentos proporcionados pela Lei de Informática, que permite às empresas interessadas em aumentar a competitividade de seus produtos reverterem o pagamento de IPI em recursos para projetos de pesquisa e desenvolvimento. A Motorola, que tem assento no board do conselho diretor do centro de estudos, juntamente com dois fundos de investimentos (a FIR Capital Partners e a Votorantim Venture), é um dos principais parceiros de investimento em P&D, além de um dos maiores clientes de soluções para a área de telecomunicações.

O Cesar está instalado no Porto Digital, parque tecnológico de mais de 20 mil metros quadrados, situado no Bairro do Recife, zona portuária que abriga grande parte do patrimônio histórico da capital pernambucana. Reúne 68 empresas de tecnologia e serviços especializados (75% de software, 22% empresas de serviços e 3% de instituições e entidades de fomento e fundos de investimentos) e gera emprego para aproximadamente 1,6 mil pessoas. Em número de empresas, é o maior parque tecnológico do País. Nele foram investidos mais de R$ 22 milhões, dinheiro proveniente da privatização realizada em 1999 pelo governo estadual da Celpe (Companhia de Eletrificação de Pernambuco). “A idéia foi construir um ambiente de classe mundial de inovação a negócios em Pernambuco”, conta Pier Carlos Sola, diretor-executivo do Porto Digital. “E o principal objetivo é transformar o porto num centro de referência mundial de produção de software”, afirma.

Os mecenas da TI
Empresas de base tecnológica na área de informática atraem investimentos de um número cada vez maior de fundos de capital de risco. Várias das software houses que receberam aporte de recursos disputam hoje o mercado com marcas globais

A parceria estratégica entre investidores com experiência no mercado de tecnologia da informação e professores universitários da área de computação é responsável por boa parte da criação de empresas de software no Brasil nos últimos anos. Um exemplo é o da empresa mineira Akwan, que desenvolve mecanismos de busca na internet, criada em maio de 2000 por um grupo professores da Universidade Federal de Minas Gerais e empresários ligados à Fir Capital Partners. Trata-se de um fundo de investimento em empresas de base tecnológica, que tem participação da Sumitomo Corp., bancos internacionais, Sebrae e outros investidores privados. “Somos uma empresa que nasceu dentro do departamento de Ciência da Computação da UFMG, mas fazemos aproximação com o mercado empreendedor. Com esse suporte, nos tornamos um dos principais provedores de tecnologia de busca no País, processando mais de 50 milhões de consultas na web por mês. A cada ano, dobramos nosso faturamento”, afirma Berthier Ribeiro Neto, diretor-executivo da empresa.

A experiência da Akwan, segundo o executivo, mostra que é possível criar tecnologia de ponta para a internet no Brasil com a união do mundo acadêmico e de investidores privados. A empresa, aliás, surgiu por conta de uma outra transação da Fir Capital: a venda em 1998 do Miner Technology Group para o grupo UOL (Universo Online). Criada a partir de um projeto do Laboratório para Tratamento de Informação do departamento de Ciência da Computação da UFMG, a empresa fez sucesso como desenvolvedora de tecnologias para recuperação e tratamento de informação na internet. Chegou a ganhar três prêmios no concurso iBest do Brasil. Um pequeno grupo remanescente da Miner acabou formando a Akwan, dividindo a participação acionária com a UFMG e a Fir Capital. “Somos um parceiro efetivo para criação de empresas de TI, mas o capital empreendedor busca transformar o investimento em liquidez. Por isso, as empresas que o fundo investe devem ser vendidas em prazos de três a cinco anos”, explica Marcos Regueira, sócio-fundador da Fir Capital.

Existem outros fundos que investem em empresas de base tecnológica na área de informática e de telecomunicações como a CRP Participação, Eccelera, Pactual, Rio Branco (que tem entre seus sócios o ex-diretor do Banco Central, Gustavo Franco), Votorantim Venture, Stratus e Decisão. Mas a Fir Capital Partners, segundo Regueira, é um dos fundos que detêm um dos maiores portfólios de empresas com aporte de capital dos investidores privados. O Fundotec, responsável pelos investimento da Fir Capital, foi criado com recursos da ordem de R$ 130 milhões. E os investimentos por empresa estão entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões, informa o executivo. “Até agora o Fundotec já aplicou mais de R$ 50 milhões em 22 empresas de base tecnológica”, diz Regueira. “O fundo tem participação minoritária nos empreendimentos e à empresa cabe o papel principal na sua gestão empresarial e responsabilidade sobre vendas, implantação, manutenção e suporte de seus produtos”, afirma.

Fundos colhem os resultados dos investimentos

 

Empresa

Foco de atuação

Akwan

(Belo Horizonte)

Tecnologia de busca

na internet

Syst

(Belo Horizonte)

Softwares corporativos

sob medida

ISM

(Rio de Janeiro)

Gestão de conteúdo na

internet

Leme Informática

(Belo Horizonte)

Sistemas de gestão

Clínica e de recursos

para profissionais

da saúde em hospitais

Meantime Mobile

Creations

(Recife)

Soluções de informação

e entretenimento para

dispositivos móveis

Miner

(Belo Horizonte)

Recuperação e

tratamento de dados

na web

Most

(Belo Horizonte)

Automação de força de

vendas

Net Life

(Belo Horizonte)

Gestão de planos de

saúde

Newstorm (Recife)

Gestão de conteúdo

Smart Price

(Belo Horizonte)

Comércio eletrônico


Programas "made in Brazil" com selo internacional

As grandes multinacionais da indústria de informática e de telecomunicações se apressam em mostrar, publicamente, que também estão comprometidas com a capacitação de software no Brasil. HP, IBM, Microsoft, Intel, Ericsson, Siemens e Motorola, entre outras, realizaram, nos últimos anos, pesados investimentos em centros de pesquisa e desenvolvimento, em várias regiões brasileiras, não apenas para criar competência local, mas para atender outros países onde atuam. “Nossa fábrica de software, instalada em dois prédios do TecnoPUC, em Porto Alegre, consolida o núcleo de competência da HP em pesquisa e desenvolvimento e tem como objetivo dar suporte à nossa operação de serviços e produção de software para clientes brasileiros e da América Latina”, resume Carlos Ribeiro, presidente da HP Brasil.

Em março deste ano, conta o executivo, a empresa investiu R$ 1,8 milhão na ampliação do espaço físico de seus laboratórios montados numa área de 1,4 mil metros quadrados dentro do TecnoPUC, com equipamentos sofisticados, entre os quais dois supercomputadores em cluster, para pesquisa na área de imagem, impressão, armazenamento, internet e pesquisa básica (nanotecnologia), interligados em tempo real com outras unidades da HP na Índia, Israel e Irlanda. Conta com mais de 200 profissionais no desenvolvimento de soluções de billing, aplicações móveis e integração de aplicações empresariais para os segmentos de telecomunicações, governo, finanças e manufatura. “A operação de pesquisa e desenvolvimento de software no Brasil é uma iniciativa única na América Latina, que já consumiu recursos da ordem de R$ 170 milhões nos últimos cinco anos”, diz Ribeiro.

A maior parte desses investimentos vem sendo feita como contrapartida da indústria de tecnologia da informação aos incentivos fiscais que recebe por conta do Processo Produtivo Básico (PPB), previsto na Lei de Informática, cujo propósito é estimular a produção local. No setor de telecomunicações, por exemplo, esse é um recurso cada vez mais explorado. Somente a Nortel Networks aplicou nos últimos dez anos algo como US$ 50 milhões para montar em Campinas, interior de São Paulo, o Brasil Technology Center (BTC), um dos maiores laboratórios de produção de software do País, com 150 engenheiros especializados em sistemas para equipamentos de telefonia (TDMA, CDMA e GSM). Os softwares são incorporados aos produtos vendidos no Brasil e no exterior. A Siemens, de acordo com Ronald Martin Dauscha, diretor de tecnologia corporativa, desembolsou R$ 80 milhões em 2003 e vai gastar mais R$ 100 milhões neste ano em pesquisa e desenvolvimento de software para equipamentos de telefonia celular e em programas de capacitação de mão-de-obra. Os recursos serão utilizados pelos centros de desenvolvimento que a empresa mantém em Curitiba e Manaus, em parceria com várias universidades e instituições de pesquisa. “Hoje, a Siemens do Brasil é um centro de competência mundial de software para centrais de redes de próxima geração (NGNs, do inglês new generation networks)”, diz Dauscha.

Teoria e prática

Nem todo o dinheiro investido pelas multinacionais, no entanto, tem como fonte os incentivos fiscais previstos na Lei de Informática. A Microsoft, por exemplo, trabalha sem contar com esses recursos e está destinando R$ 50 milhões para criação de 20 centros de competência tecnológica até 2005. Seis deles já estão em operação em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Petrópolis, Recife e Fortaleza, e mais dois serão criados ainda neste ano em Brasília e em São José dos Campos. Todos são especializados em desenvolvimento de software com base na tecnologia XML (extensible markup language) para análise de documentos. “As ações da Microsoft são em apoio à produção brasileira de software”, diz Marcos Penedo, diretor de estratégia .Net e desenvolvedores da subsidiária brasileira. “A idéia é criar capacitação nas novas tecnologias que estão surgindo, como a linguagem XML para troca de documentos eletrônicos. A Microsoft estava muito preocupada com a demanda crescente de integração entre sistemas, dentro das empresas, e entre as empresas com seus fornecedores e clientes. Por isso, resolveu criar esses centros para desenvolver capacitação profissional e conhecimento dessas tecnologias visando atender às novas exigências do mercado”, explica Penedo.

Os principais centros de desenvolvimento XML estão no campus da PUC de Porto Alegre, dentro do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo, e no Tecnopólis, em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro. Cada um tem 50 computadores, divididos em quatro laboratórios dedicados a projetos específicos de desenvolvimento de software, que duram de quatro a seis semanas. Nos dois últimos anos foram treinados mais de 18 mil profissionais, além de quatro mil estagiários. Mas a principal função dos centros é trabalhar com projetos piloto que possibilitem colocar as experiências de desenvolvimento no mercado. Em Porto Alegre, 25 profissionais que atuaram num projeto para a rede de supermercados Sonai acabaram sendo absorvidos pela empresa. O mesmo aconteceu com dez profissionais que participaram de um projeto feito em conjunto com o IPT para a empresa Riachuelo, de São Paulo. “Quer dizer, não é um conhecimento apenas teórico. Os profissionais participam de projetos, ganham experiência e saem com uma prática e capacitação para trabalhar em qualquer empresa do mercado”, diz Daniel Wollmann, gerente de programa XML e responsável pelos centros de desenvolvimento da Microsoft no Brasil.

O Mapa da Mina do Software Brasileiro

 

Pólos de software

Localidade

ADETEC

www.adetec.org.br

Londrina (PR)

AGROSOFT

www.agrosoft.com

Juiz de Fora (MG)

BLUSOFT - Pólo Tecnológico de Informática

www.blusoft.org.br

Blumenau (SC)

CGSOFT

www.paqtc.rpp.br

Campina Grande (PB)

CITS - Parque de Software de Curitiba

www.cits.br

Curitiba (PR)

FUMSOFT - Sociedade Mineira de Software

www.fumsoft.softex.br/

Belo Horizonte (MG)

INFOMAR www.infomar.org.br

Maringá (PR)

INSOFT www.insoft.softex.br

Fortaleza (CE)

ITS-Instituto de Tecnologia de Software

www.its.org.br

São Paulo (SP)

 

 Núcleo Softex Campinas

www.cps.softex.br

Campinas (SP)

Núcleo Softex do Triângulo – TRISOFT www.trisoft.com.br

Uberlândia (MG)

 

Núcleo SOFTEX Salvador

www.softexsalvador.com.br/

Salvador (BA)

ParaSoft

www.parasoft.org.br

Belém (PA)

ParqTec São Carlos

www.parqtec.com.br.

São Carlos (SP)

Pato Branco Tecnópole http://www.pbtec.org.br/

Pato Branco (PR)

Petrópolis-Tecnópolis

www.petropolis-tecnopolis.com.br/

Petrópolis (RJ)

 

RIOSOFT
www.riosoft.softex.br

Rio de Janeiro (RJ)

Softex Recife

www.recife.softex.br/

Recife (PE)

Softpólis

www.iel-sc.com.br/softpolis

Florianópolis (SC)

SOFTSUL

www.softsul.org.br

Porto Alegre(RS)

SOFTVILLE

www.softville.org.br

Joinville (SC)

TECSOFT

www.tecsoft.softex.br/

Brasília-DF

TecVitória (ES)

www.tecvitoria.com.br

Vitória (ES)


|Computerworld - Edição 413 - 21/07/2004|

Opinião do Leitor
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