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Negócios

MS perde patente de organização de arquivos

O Departamento de Patentes dos Estados Unidos rejeitou a patente do sistema de arquivos FAT que a Microsoft mantinha há sete anos.

Por Tradução de IDGNow!

01 de outubro de 2004 - 12h05
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A Microsoft perdeu a patente de seu sistema de arquivos FAT, usado por alguns sistemas operacionais para organizar arquivos no disco rígido, revelou a companhia na quinta-feira (30/09).

Depois de uma reavaliação, o Departamento de Patentes dos Estados Unidos, rejeitou neste mês o registro que a gigante de software mantinha há sete anos. A patente do FAT, que a empresa começou a licenciar para terceiros em dezembro do ano passado, foi contestada por um grupo de Nova York, que alegou que outros registros já abrangiam a tecnologia.

A Fundação de Patentes Públicas declarou na quinta-feira que seu apelo foi bem-sucedido e que a patente de número 5.579.517 foi julgada inválida.

A Microsoft conseguiu a patente em novembro de 1996, mas o sistema em questão vem sendo utilizado desde a década de 70. O sistema de organização FAT é utilizado em computadores e equipamentos como câmeras digitais e mídias removíveis de armazenamento.

"Espero que aquelas companhias que escolheram adquirir a licença da Microsoft pela patente consigam obter seu dinheiro de volta", destacou Dan Ravicher, diretor executivo da Fundação de Patentes Públicas. Entre as companhias que negociaram as licenças com a Microsoft estão Rockwell International Corp., Creative Technology, e Seiko Epson Corp.

A Microsoft afirmou que a decisão do escritório de patentes não tem fundamento neste momento, declarou um porta-voz. A gigante de software planeja apelar à decisão e acredita que o escritório de patentes reverterá o caso.

"O departamento não revogou a patente. Simplesmente pediu que a Microsoft forneça argumentos que sustentem nossas alegações iniciais. Estamos ansiosos para ter nossa primeira oportunidade de pesar nosso lado", declarou o porta-voz.

Por outro lado, a gigante de software conseguiu uma decisão a seu favor a respeito das etiquetas inteligentes (Smart Tags) presentes no Microsoft Office. O departamento declarou que o sistema não infringe a patente 6.323.853 obtida em 2001 pelo norueguês Atle Hedloy, da Arendi Holdings.

A etiqueta inteligente em questão reconhece quando o usuário digita o nome de uma pessoa em um documento do Word. Uma vez que o nome é reconhecido, o usuário pode selecionar um ícone Smart Tag e escolher entre as opções para criar um novo contato no Outlook e enviar um e-mail para a pessoa. Hedloy processou a Microsoft em 2002, alegando infração da patente.

Joris Evers - IDG News Service, EUA

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