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Negócios

Cobra fatura R$ 500 milhões abaixo do previsto

Integradora do BB faturou cerca de R$ 900 milhões em 2004. A estimativa que a empresa havia divulgado para o período era de R$ 1,4 bilhão.

Por Ricardo Cesar

24 de janeiro de 2005 - 19h05
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A Cobra Tecnologia, integradora do Banco do Brasil, faturou aproximadamente R$ 900 milhões em 2004. O resultado fica R$ 500 milhões abaixo da estimativa de R$ 1,4 bilhão que a própria empresa havia divulgado no ano passado, ainda sob a gestão de Graciano Santos Neto, que deixou a presidência da companhia em novembro.

Segundo o atual presidente da Cobra, Leandro Vergara Raimundi, o faturamento não foi alcançado porque o Banco do Brasil desistiu de alguns investimentos em TI que estavam em estudo. Raimundi não quis detalhar quais seriam estes investimentos, mas gastos com a área de call center estariam entre os principais.

Para 2005, o executivo prevê faturamento de R$ 1,2 bilhão. A principal fonte de ingresso de divisas - cerca de 60% do total - continuará a ser a área de serviços, que compreende suporte técnico para a rede do BB, desenho e instalação de soluções, operação de call center e terceirização.

Um dos destaques deste ano será a atuação mais forte da Cobra junto a prefeituras. A integradora, que hoje presta serviços a cerca de 25 municipalidades, quer ampliar este número. "Ainda é cedo para fazer previsões, mas ficaria feliz se fecharmos 2005 com 150 prefeituras", afirma Raimundi.

Completam as prioridade para este ano o projeto Cobra Europa, em que a integradora deve começar a atuar no mercado português no segundo semestre e criar um pólo de empresas de tecnologia no país; e o projeto PC Conectado, iniciativa do governo federal de criar um computador popular de baixo custo.

Raimundi acredita que o plano está em linha com a estratégia da Cobra de atuar focada no setor público, que responde por nada menos do que 97% de seu faturamento. Se Raimundi tem planos de reduzir esta porcentagem? "Não. Estamos presentes no BB, em ministérios, autarquias e prefeituras. A Cobra tem vocação de atuar junto ao governo."

Em comparação com a gestão anterior, Raimundi afirma que as principais mudanças são um maior alinhamento com o BB e a preocupação de reduzir o custo operacional e ampliar a margem de lucro.

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