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Negócios

Microsiga e Logocenter mantêm estrutura atual

Fusão entre as empresas, que também tem como sócio o BNDES, soma 8 mil clientes e faturamento de R$ 380 milhões em 2004.

Por André Borges

10 de fevereiro de 2005 - 15h57
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A Microsiga anunciou oficialmente a aquisição de 100% das operações da Logocenter.  Com a negociação, as empresas somam agora 8 mil clientes no Brasil e 300 na América Latina, com faturamento consolidado de R$ 380 milhões em 2004.

Toda a infra-estrutura de ambas as companhias, assim como o número de funcionários, força de vendas e canais permanecem inalterados. De acordo com Orlando Watkzo, presidente da Logocenter, em 2004 as empresas contrataram, juntas um total de 450 profissionais. O executivo não descarta, inclusive, a possibilidade de novas contratações. "O que muda apenas é a área administrativa, que terá uma gestão única, com desenvolvimento definido. Também há as alterações do lado societário, mas o todo o lado operacional continua separado", disse.

Segundo Laércio Cosentino, presidente da Microsiga, a estratégia das empresas dá mais um passo rumo à consolidação no mercado de ERP. A transação envolve investimentos de R$ 40 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que passou a deter 16,6% da nova empresa.  O fundo de investimentos Advent, que até então controlava 25% da Microsiga, deixa a operação para permanecer apenas como representante convidado no conselho executivo. Ao todo, serão sete representantes, sendo mais três da Microsiga, dois da Logocenter e um do BNDES.

Juntos, os fundadores da Microsiga e Logocenter passam a controlar 83,3 da nova empresa. Os executivos não divulgaram o quanto cada campanhia detém, mas sabe-se que a Microsiga será a holding, com sócios de ambas empresas.

Um dos objetivos da nova companhia será fortalecer a presença no mercado externo. Em dezembro de 2003, as vendas internacionais representavam apenas 2,98% dos negócios da Microsiga. "Hoje já são 8% e nossa meta em 2005 é chegar a 10%", comentou o vice-presidente da Microsiga, José Rogério Luiz.

As empresas também pretendem ampliar seus investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento. "Em 2004 a Microsiga investiu US$ 6 milhões em P&D. isso deve saltar para US$ 8 milhões neste ano. A Logocenter, que injetou US$ 1,5 milhão, deve alcançar US$ 2 milhões", afirmou Luiz. 

Embora a manutenção de operações distintas também signifique dar continuidade à concorrência de produtos, Cosentino declara que as empresas tendem a se voltar a áreas em que já são consolidadas. "Álcool e Usinas são mercados fortes da Logocenter. Já no setor moveleiro a Microsiga tem a liderança", exemplificou.

A nova companhia não confirma nem descarta a possibilidade de fazer seu IPO (oferta pública de ações), mas dá sinais de que pode partir para o mercado de ações até 2007. De olho no mercado externo, as duas empresas trabalham para adquirir o CMM nível 2.

No Brasil, o setor público é mais uma promessa de negócios. Atualmente, o governo soma apenas 30 projetos para as duas empresas. "Estamos finalizando alguns projetos com prefeituras, devemos anunciar alguns nomes nos próximos 14 dias", declarou Cosentino.

O executivo declarou que o uso das marcas Microsiga e Logocenter também permanece inalterado. Embora não cite nomes nem datas, as empresas deixaram claro que este foi apenas  mais um passo rumo à consolidação e que futuras aquisições podem ocorrer, principalmente na área de consultoria.

Questionado sobre o tempo necessários para que as companhias consolidem suas operações adimistrativas, Cosentino aproveitou para ironizar. "Será mais rápido que HP e Compaq, e ninguém será demitido."

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