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Negócios

Governo gastou US$ 634 milhões com TI em 2004

Segundo pesquisa da Frost & Sullivan, gastos em TI do setor público brasileiro tiveram aumento de 9% em 2004 sobre o ano anterior.

Por André Borges

24 de fevereiro de 2005 - 12h34
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O governo brasileiro gastou US$ 634 milhões com TI em 2004, é o que indica um recente estudo realizado pela consultoria Frost & Sullivan. A cifra, que considera apenas gastos com hardware, software e infra-estrutura de redes (exclui gastos com serviços), representa um aumento de 9% sobre o ano anterior.

Também não estão incluídos neste valor os orçamentos de tecnologia de empresas públicas de setores que não fornecem soluções para o próprio governo, como Banco Central, Petrobras e Caixa Econômica Federal.

De acordo com a consultoria, os investimentos do governo federal em tecnologia deverão dobrar até 2009, chegando a US$ 1,2 bilhão.

Uma das principais constatações do estudo é de que a maior parte das iniciativas do governo em torno da TI se refere a assuntos de ordem fiscal e orçamentária. "O perfil de investimento ainda está voltado a esse tipo de necessidade, por isso há uma busca por melhorar custos com comunicação", diz Alex Zago, analista da pesquisa.

Um saldo positivo é de que, nos últimos cinco anos, o País registrou um crescimento cinco vezes maior em investimentos do que em suas despesas com o setor. "O governo está investindo muito na centralização da tecnologia, hoje cada área é muito independente para contratar qualquer empresa, seja pública ou privada", afirma.

A análise da Frost & Sullivan aponta que o investimento em software livre deve aumentar ainda mais, visto que, segundo a pesquisa, o governo economizou US$ 10 milhões em 2003 com a eliminação de licenças. Até final deste ano, o objetivo é de que pelo menos 30% do parque de PCs da gestão pública esteja rodando em software de código-fonte aberto.

"As despesas de TI do governo cresceram cerca de 5% entre 2000 e 2004. O fato deste número estar abaixo da inflação já é um fator positivo", declara o analista, acrescentando que vê com bons olhos a estratégia do governo em centralizar o provimento de suas necessidades tecnológicas.

Segundo a Frost & Sullivan, projetos como o e-Ping, que pretende integrar a comunicação de todos os poderes e esferas públicas, devem alcançar a maturidade em 2009. "Com a definição do web browser e do padrão XML, tudo o que for feito a partir daqui respeitará essas determinações. Mas ainda há pela frente o problema do legado, que hoje ainda é totalmente fragmentado", comenta Zago.

A pesquisa aponta que ações de inclusão digital também serão intensificadas. Segundo Zago, os telecentros do governo, locais públicos de acesso à internet, devem saltar dos atuais três mil para dez mil até 2007, o que gerará a aquisição de aproximadamente 65 mil PCs.

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