Negócios
Cobra irá à Justiça contra Itautec
Em nota, empresa nega acusações apontadas por reportagem da revista Época, segundo a qual a queda de diretores estaria relacionada à tentativas de extorsão.
Por COMPUTERWORLD
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A Cobra Tecnologia divulgou nota oficial nesta segunda-feira (20/06) na qual nega que a queda de dois vice-presidentes e um diretor da empresa esteve relacionada à existência de uma fita entregue à Casa Civil.
Segundo reportagem publicada pela revista Época, fontes da Casa Civil e do Ministério da Fazenda afirmaram que a suposta fita conteria conversas gravadas entre os ex-diretores, envolvidos em uma tentativa de extorquir dinheiro de empresas de tecnologia que prestam serviços à Cobra.
A reportagem afirma ainda que o presidente do Banco do Brasil, Rossano Maranhão, interveio na empresa e determinou a demissão de Eduardo Armond, Wladimir Santos, vice-presidente de tecnologia, e Eduardo Portela, diretor comercial.
Segundo a Cobra, a matéria "está completamente vazia de embasamento jornalístico" ao tratar de uma fita cuja existência "a própria reportagem se abstém de comprovar, embora atribua categoricamente a ela a exoneração de funcionários da Cobra".
A companhia afirma que nunca teve conhecimento da existência de tal fita e declara ainda que "é totalmente falsa a informação, veiculada pela Época, de que este suposto documento teria sido encaminhado à Assessora da Casa Civil".
Em outro trecho do comunicado, a Cobra especula sobre as razões que levaram a revista a publicar a matéria. "Resta ainda investigar que tipo de escuso interesse político ou financeiro poderia estar por trás das frágeis e intricadas insinuações que dariam 'gancho' jornalístico para esta matéria de 2 páginas e quase nenhuma informação."
Segundo a companhia, o pedido de demissão Sr. Vlademir Santos foi apresentado por motivos particulares. A Cobra afirma ainda que "o Conselho de Administração da Companhia achou por bem antecipar a extinção dos Cargos de Vice Presidente, promovendo também o desligamento de Eduardo Armond, titular da Vice Presidência de Negócios".
Na mesma ocasião, afirma a companhia, "o Conselho julgou oportuno nomear o executivo Eloir Cogliatti, funcionário de carreira do Banco do Brasil, para a Diretoria de Negócios, em lugar de Luiz Fernando Portella".
A Cobra, por meio de sua assessoria jurídica, diz ainda que "adotará as medidas judiciais cabíveis" para que o presidente da Itautec, Paulo Setúbal, possa "desmentir ou confirmar a expressão de suas idéias junto à reportagem". Na matéria, Setúbal sugere que empresas como Nova Data e Positivo têm ganhado muitos contratos da Cobra Tecnologia. O executivo teria dito ainda que, se a Itautec fizesse um "acordo", seria subcontratada.
Leia a nota na íntegra:
"Prezados Srs.
Está completamente vazia de embasamento jornalístico a matéria "A Fita do Banco do Brasil" (Época n. 370), na qual se procura estabelecer vínculo entre a saída de membros da diretoria da Cobra Tecnologia com o suposto surgimento de uma fita de conteúdo comprometedor.
Fita esta cuja existência a própria reportagem se abstém de comprovar, embora atribua categoricamente a ela a exoneração de funcionários da Cobra.
De fato, a Cobra Tecnologia jamais teve conhecimento da existência de tal fita. E, segundo pudemos apurar, é totalmente falsa a informação, veiculada pela Época, de que este suposto documento teria sido encaminhado à Assessora da Casa Civil, citada pela reportagem.
Resta ainda investigar que tipo de escuso interesse político ou financeiro poderia estar por trás das frágeis e intricadas insinuações que dariam "gancho" jornalístico para esta matéria de 2 páginas e quase nenhuma informação.
A reportagem tenta dar uma conotação política às medidas de reestruturação da Companhia, que já vinham sendo planejadas desde maio do ano passado, visando tornar a Empresa mais ágil.
Com o pedido de demissão apresentado por motivos particulares, pelo Sr. Vlademir Santos, titular da Vice Presidência de Tecnologia, o Conselho de Administração da Companhia achou por bem antecipar a extinção dos Cargos de Vice Presidente, promovendo também o desligamento de Eduardo Armond, titular da Vice Presidência de Negócios. Na mesma ocasião, o Conselho julgou oportuno nomear o executivo Eloir Cogliatti, funcionário de carreira do Banco do Brasil, para a Diretoria de Negócios, em lugar de Luiz Fernando Portella.
Tais decisões foram referendadas pelo Controlador Banco do Brasil, tanto por intermédio da sua Presidência, quanto pela Vice Presidência de Tecnologia.
Tais medidas, enfatizamos, sem qualquer relação com a fantasiosa alegação de suspeita contra os mencionados executivos.
A Cobra Tecnologia também repudia os comentários difamantes e informações mentirosas, atribuídas pela reportagem ao empresário Paulo Setúbal, controlador da empresa Itautec, que fornece tecnologia para o Governo Federal e para empresas do Governo.
No tocante às afirmações atribuídas ao Sr. Paulo Setúbal, estas são absolutamente mentirosas ao tentar relacionar a Cobra Tecnologia com os fracassados estratagemas praticados por ele em 2002, para conquistar contrato para a produção de passaportes, em período situado no último ou penúltimo mês do Governo Passado.
Mesmo sem o levantamento de qualquer eventual questão ética, técnica, financeira, ou atinente a irregularidades que poderiam ter ocasionado tal fracasso comercial do Sr. Setúbal, a Cobra Tecnologia simplesmente encontra-se fora de tais especulações.
Fato é que, em momento algum na atual gestão, contra a qual se volta a reportagem, a Cobra Tecnologia se envolveu na disputa por este contrato, que foi na verdade conquistado por outro concorrente da Itautec.
No tocante à grosseira insinuação do presidente da Itautec de que dois de seus concorrentes teriam algum tipo de favorecimento na planilha de compras da Cobra, assinalamos que as empresas citadas - Positivo e Novadata - conquistaram contratos com a Cobra substancialmente inferiores aos obtidos pela Itautec. Aliás, a Positivo, não vendeu absolutamente nada para a Cobra Tecnologia no atual Governo, enquanto a empresa Novadata obteve contratos de R$ 1,4 milhão em 2003, reduzindo para R$ 280,00 mil em 2004 e cerca de R$ 67,00 mil até maio do corrente. A Itautec, por sua vez obteve contratos bem superiores, de cerca de R$ 26,89 milhões em 2003, R$ 33,25 milhões em 2004 e perto de R$ 7,18 milhões até maio de 2005, todos eles conquistados com base em processos claramente técnicos e legítimos, como o próprio Sr. Setúbal terá ensejo de atestar.
Para finalizar, compreendemos o difícil momento comercial que vive a Itautec, mas por ora não conhecermos a fundo as motivações conjunturais que poderiam levar o Sr. Setúbal a tão desastradas maquinações junto à mídia para tentar difamar a Cobra Tecnologia, como lhe atribui a revista Época.
Seja como for, através de sua Assessoria Jurídica, a Cobra Tecnologia adotará as medidas judiciais cabíveis, ocasião em que o Sr. Setúbal terá a oportunidade de desmentir ou confirmar a expressão de suas idéias junto à reportagem de Época.
Da parte desta prestigiosa revista, solicitamos também o democrático direito a estas retificações."
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