Negócios
Aquisições nos planos da Datasul
<br><img src="http://computerworld.uol.com.br/AdPortalv5/images/exclusivo_online.gif"><br>O CEO da companhia diz que o mercado pode esperar alguma aquisição até o fim deste ano, e descarta qualquer possibilidade da Datasul ser comprada.
Por Fernanda K. Ângelo
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No final do ano passado, a Datasul anunciou que iria às compras no primeiro semestre deste ano, quando faria pelo menos duas aquisições. No entanto, nesse período, comprou somente a DZSet, empresa de soluções para o mercado de saúde, com quem mantinha uma sólida parceria há 11 anos.
Jorge Steffens, CEO da Datasul, explica que a companhia foi atrás de potenciais empresas a serem compradas, analisou mercados na América Latina e até avançou no sentido de comprar um desenvolvedor mexicano de software, cujo nome não foi revelado. Mas o negócio não se concretizou. "O México não tem canal. As aquisições só não aconteceram por diferenças e aspectos culturais", justifica Steffens.
O diretor acrescenta que a Datasul vem analisando algumas empresas de verticais no Brasil, mas explica que são processos longos. "Alguma aquisição pode acontecer no segundo semestre", sugere.
Paulo Caputo, COO da empresa, critica as aquisições feitas por concorrentes. "As aquisições que vêm sendo feitas têm interesse apenas no mercado de capitais", dispara. "Nós só vamos fazer qualquer movimento neste sentido se houver alguma espécie de interesse para o cliente", garante o executivo.
Para Caputo, a postura do BNDES mudou muito nos últimos seis meses, quando a instituição começou a dedicar atenção especial e linhas de crédito para o setor de software. "Se a Datasul for fazer alguma aquisição, pode sim recorrer ao BNDES".
Ambos os executivos descartaram qualquer possibilidade da Datasul ser comprada por outros players do mercado.
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