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Negócios

AMD quer 30% do mercado de chips até 2009

Conhecida tradicionalmente por ser a segunda colocada no mercado, a AMD aposta nos setores corporativos para atingir seu crescimento.

Por COMPUTERWORLD

11 de agosto de 2005 - 08h32
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A Advanced Micro Devices pretende fazer com que seu sucesso inicial no mercado de chips corporativos se traduza também na ampla adoção de seus processadores para desktops e laptops, revelou um executivo na terça-feira (09/08).

Tradicionalmente conhecida como a segunda colocada em participação de mercado ou como uma empresa direcionada ao setor de games, a AMD agora tem na mira Chief Information Officers (CFO) e gerentes de tecnologia de grandes companhias de Wall Street e do Vale do Silício.

A intenção é aproveitar os contatos com tais executivos para trabalhar a estratégia da companhia no mercado corporativo, impulsionada pelo processador Opteron que abriu as portas para este segmento, revelou Bem Williams, vice-presidente da unidade comercial da AMD.

Três anos atrás a AMD tinha poucos clientes para chips de servidores. No entanto, seu processador Opteron, com controle de memória integrada e extensões de 64 bits à estrutura x86, captou a atenção de usuários corporativos e fabricantes de servidores, como Sun Microsystems, Hewlett-Packard (HP) e IBM.

"Os gerentes de TI estão nos dizendo: ?estamos comprando seus produtos no data center, e agora estamos interessados em entender o que vocês estão oferecendo no espaço do cliente", declarou Williams. Segundo ele,  tal discussão não acontecia antes do Opteron.

Como resultado, a AMD está estabelecendo como meta ambiciosa a captura de 30% do mercado de processadores corporativos. Até agora, a companhia está presente em não mais do que 5% dos desktops e notebooks vendidos a clientes corporativos, e 11,2% no mercado de processadores para servidores.

Uma das estratégias para conquistar tal mercado está em atrair os clientes corporativos apontando às melhorias da companhia em gerir o consumo de energia evidenciado pelo Turion, primeiro processador móvel considerado equivalente ao Pentium M, da Intel.

A companhia também acredita que os processadores de dois núcleos tem um design mais arrojado do que aqueles da Intel.

Na visão dos analistas, porém, a companhia ainda tem muito a caminhar para tentar levar vantagem sobre a Intel nos departamentos corporativos, conforme destaca Roger Kay, presidente da Endpoint Technologies Associates.

"Não há tanta energia assim vindo do mercado de PCs para usuários finais ou perspectivas de crescimento dramático para a AMD. Por outro lado, não existe algo que se oponha a isso", diz Kay.

Outro detalhe que a AMD deve ficar atenta, segundo Kay, é o fato de que softwares para imagens desenvolvidos para os PCs com processadores Intel não funcionam necessariamente em computadores com processadores AMD, e fabricantes que mantêm acordos exclusivos com a Intel, como a Dell, podem necessitar de equipes adicionais para desenvolver os programas.

Caso a AMD consiga demonstrar vantagens ou desempenho significativos para os departamentos de TI, as fabricantes até podem considerar a mudança.

No entanto, ainda existe uma grande marcha até que a AMD consiga atingir seus 30% de mercado. Nela estão, por exemplo, os processos movidos contra a Intel sob acusações de práticas anticompetitivas e que devem ser resolvidos, segundo os analistas, para chegar à marca.

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