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Negócios

Vendas de PCs e laptops crescem 20% no 2º tri

A Positivo foi novamente a líder de mercado com 85 mil máquinas comercializadas e 6,4% de participação no período.

Por Camila Fusco - COMPUTERWORLD

05 de setembro de 2005 - 09h48
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Os mercado brasileiro de desktops e notebooks contabilizou 1,32 milhão de unidades vendidas no segundo trimestre do ano, entre desktops e notebooks, segundo estimativas da consultoria IDC.

Com base na participação da Positivo, que novamente foi a líder do segmento com 6,4% de participação e 85 mil máquinas comercializadas, foi possível chegar ao mercado total. De acordo com Hélio Rotemberg, diretor da Positivo, levando em consideração apenas o mercado legalizado, a participação da companhia atingiu 20%.

Na variação trimestre a trimestre, o Brasil registrou crescimento de 20%, passando de 1,1 milhão para 1,32 milhão de computadores comercializados. No semestre, as vendas atingiram 2,42 milhões de máquinas.

No ano passado, foram vendidos 4 milhões de PCs, segundo a IDC. A HP ficou em primeiro lugar em 2004. O índice de clones - PCs fabricados por empresas que não contam com incentivos fiscais do governo ou de forma irregular - foi de 75%.

De acordo com Hélio Rotemberg, os resultados da Positivo podem ser atribuídos principalmente aos efeitos da chamada "MP do Bem", que isentou de PIS e Cofins os equipamentos com preços até 2,5 mil reais. "Apesar de não ter sido oficializada, a medida já contribuiu para um aquecimento no mercado de computadores, o que pode ser refletido em nossos números", disse.

No mês de agosto a Positivo registrou 42 mil computadores produzidos - entre notebooks e desktops - aumento de 31% na comparação com o mês de junho. A capacidade produtiva máxima avaliada pela companhia é de 90 mil computadores.

Este é o segundo trimestre consecutivo no ano que a Positivo mantém o posto de primeira colocada na venda de computadores. De janeiro a março a companhia registrou 50,9 máquinas comercializadas.

Incentivo ao setor de informática

A Medida Provisória 252 foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 15 de junho e prevê - além da isenção de 9,25% de PIS e Cofins para os computadores até 2.500 reais - a regulamentação do projeto de inclusão digital Computador para Todos, que tem a intenção de vender um milhão de máquinas durante o primeiro ano de funcionamento.

Outro objetivo da MP é estimular os investimentos nas atividades de desenvolvimento de software e de prestação de serviços de TI, principalmente destinados à exportação. A principal vantagem para as empresas habilitadas será a redução dos custos e o aumento de competitividade no mercado internacional.

A MP teve seu texto principal votado em 23 de agosto na Câmara, mas os deputados não conseguiram até agora concluir a análise dos destaques para votação em separado (DVS) propostos pelo relator Custódio Mattos (PSDB-MG). Com isso, ela continua a trancar a partir, desta segunda-feira (05/09), a pauta do Plenário, juntamente com outras quatro medidas provisórias.

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