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Negócios

Associação de e-business estuda cenário de supply chain

Pesquisa mostra que 50% das empresas brasileiras deverão começar projetos de reposição automática de estoques de vendas.

Por COMPUTERWORLD

15 de dezembro de 2005 - 15h03
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A redução do nível de estoque, prazo de entrega e níveis de serviços são os indicadores que mais serão utilizados pelas empresas brasileiras em 2006. A conclusão é da Associação Brasileira de e-business, que realizou a pesquisa "Panorama do cenário do supply chain e ações colaborativas nas empresas nacionais".

As companhias afirmam que, em relação ao estágio na utilização de ferramentas de colaboração, a maioria das aplicações ainda estão em fase de estudos, o que significam possibilidades de implementação nos próximos dois anos.

Segundo o estudo, a aplicação mais usada é o VMI (reposição automática do estoque de vendas), já que 22% das companhias pesquisadas utilizam a solução. Outra tecnologia que vem sendo explorada pelas empresas é o RFID (etiqueta eletrônica inteligente). Mas, apesar do grande interesse, somente 6% dos entrevistados já usufruem a ferramenta com êxito. Na maioria dos casos, o RFID vem sendo utilizado para identificar produtos em armazéns e rastrear mercadorias nos ciclos de transporte. Mesmo assim, somente 6% já praticam com êxito.

A Associação abordou também a questão da velocidade em que as empresas trocam informações com seus parceiros de negócios. Dos entrevistados, 65% diz que a freqüência do recebimento de informações de vendas é constante, enquanto 18% raramente recebem com antecedência a previsão de demanda. Quanto à defasagem do recebimento de informações de clientes, 38% das empresas recebem informações atualizadas de suas vendas com atraso de alguns dias. Entretanto, de acordo com o estudo, muitas ainda levam semanas para receber a previsão de consumo do mercado e o quanto se vendeu em determinado período.

Dentre os grandes inibidores da prática da colaboração entre empresas, foi identificado pela pesquisa, em primeiro lugar, a cultura interna das empresas e de seus clientes na adaptação aos novos processos inerentes às mudanças. Além disso, há também um velho hábito de tratar as negociações pontualmente no final do mês, que teria de ser substituída por acordos de fornecimentos a longo prazo.

Os investimentos em TI que visam suportar as ações de supply chain estão visivelmente aumentando ano a ano. Em 2003 foi de 56% e em 2005, 86%, o que demonstra a importância que o assunto vem ganhando dentro das áreas que são diretamente afetadas por meio destas iniciativas.

Para chegar a tais conclusões, a Associação ouviu 36 empresas, entre elas Basf, Clariant,  Dupont, Hering, Nestlé e Petrobrás.

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