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Brasil é o 10º país do mundo mais atrativo para offshore

O Brasil é o décimo país do mundo mais atrativo para serviços de offshore, atrás de localidades como Índia, China, Malásia e Filipinas.

Por COMPUTERWORLD

27 de dezembro de 2005 - 09h11
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O Brasil é o décimo país do mundo mais atrativo para serviços de offshore, atrás de localidades como Índia, China, Malásia e Filipinas, revelou a pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Software e Serviços para Exportação (Brasscom) em parceria com órgãos do governo federal e da A.T Kearney.

De acordo com o levantamento, China e Índia destacam-se pelo baixo custo e pela disponibilidade e capacitação de recursos humanos, enquanto o Brasil aparece como um dos países que brigam para tornar-se uma das alternativas preferenciais.

Segundo os analistas, países como Chile, Tailândia e Canadá ampliaram seus esforços para o fornecimento de serviços e com isso, melhoraram seu desempenho. Nessas regiões os governos têm tomado atitudes pró-ativas para melhorar suas condições, como iniciativas de treinamento e educação e melhorias no ambiente de trabalho.

Na listagem de vantagens e desvantagens de países, a Índia aparece como líder mundial em offshore principalmente por oferecer baixo custo e mão-de-obra qualificada abundante. China vem na seqüência como grande mercado doméstico e com elevado potencial de exportação, além de ser um local com grande interação com multinacionais.

O Canadá aparece como mercado maduro e sofisticado, além de ser uma opção segura e conveniente para os clientes do mercado dos Estados Unidos. Cingapura surge em seguida, como país com boa infra-estrutura, mas com custos altos.

A pesquisa indica também que, para se diferenciar dos competidores, o Brasil deve melhorar a qualidade de seus recursos e rever as percepções negativas sobre a estabilidade de seus negócios.

Estrutura da oferta

O levantamento aponta ainda que o setor brasileiro de software e serviços de TI movimenta 7,7 bilhões de dólares em média, o que corresponde a 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

As principais prestadoras de serviços de TI no País são 13 empresas de grande porte - nacionais e internacionais -, que correspondem a 52% do total oferecido. Os principais focos das companhias são desenvolvimento e integração, e serviços diversificados.

As empresas de médio porte - em um total de 39 - correspondem a 23% do total, tendo suas ofertas centradas principalmente em desenvolvimento. As pequenas e micro empresas, embora em maior número (3.213), correspondem a 25% do mercado de prestação de serviços, e são orientadas também ao desenvolvimento.

O potencial das micro e pequenas ainda não foi totalmente explorado principalmente porque têm acesso restrito ao capital, a taxa de mortalidade ainda é alta, as capacitações técnicas ainda são limitadas e geralmente existe falta de certificações em padrões internacioais.

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