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Comunidade OpenOffice muda de nome no Brasil

Para evitar disputas com a BWS Informática, empresa que mantém o registro da marca OpenOffice desde 1996, o grupo passou a adotar o nome BrOffice a partir desta semana.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

27 de janeiro de 2006 - 15h20
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A comunidade OpenOffice.org.br, extensão brasileira da organização que dissemina o software de código aberto OpenOffice no mundo, mudou de nome oficialmente nesta semana. Desde a última quarta-feira (25/01) o grupo atua sob o nome BrOffice.org, que também ganhou status de organização não-governamental.

De acordo com Claudio Ferreira Filho, presidente do BrOffice, a decisão da troca do nome aconteceu principalmente para evitar problemas jurídicos com a BWS Informática, empresa privada que mantém o registro da marca OpenOffice no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) desde 1996, em proteção a um de seus produtos.

"Como já havia um parecer em favor da empresa [para a utilização do nome] achamos melhor registrar outra marca aqui no Brasil para proteger o trabalho da comunidade e principalmente para dar liberdade aos usuários e aos desenvolvedores", declara.

Desde 2002, o projeto OpenOffice.org.br participa da tradução e do desenvolvimento do software de código aberto no País, além de incentivar a adoção por parte de empresas, comunidades e entidades governamentais. "Apesar da mudança de nome, os objetivos continuam sendo os mesmos, e a intenção é dar uma posição ainda mais profissional ao mercado de software livre", explica.

Até então, a comunidade contava basicamente com voluntários segundo Ferreira Filho, e o número de profissionais variava de acordo com o projeto. O grupo já chegou a registrar 150 colaboradores, mas hoje o número é de cerca de 40. Com o novo modelo de ONG, o executivo acredita até mesmo na contratação eventual de profissionais.

"Anteriormente não podíamos priorizar projetos, já que dependíamos da disponibilidade dos colaboradores. Agora, já é possível estabelecer prioridades e fomentar a indústria de tecnologia, inclusive na geração de empregos", ressalta.

Os trabalhos do grupo podem ser acessados via internet por meio do site da própria ONG BrOffice.  De acordo com Ferreira Filho, nas primeiras 24 horas da nova página em vigor, a organização contabilizou quatro mil acessos.

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