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Negócios

Fundadores do Google em busca de negócios no País

Sergey Brin e Larry Page visitam o Brasil e se animam com potencial de crescimento da internet - e de seus negócios - no País

Por Alexandre Scaglia, do COMPUTERWORLD

30 de janeiro de 2006 - 19h17
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Vestindo camisetas amarelas - que imitam a da seleção brasileira de futebol -, os dois jovens executivos passariam facilmente despercebidos pelas ruas de São Paulo. Passariam, afinal Larry Page e Sergey Brin estão longe de ser dois desconhecidos. À vontade em sua primeira visita ao Brasil, os fundadores do Google estão no País para visitar as operações locais da companhia e também porque têm "muito interesse em questões ambientais e de combate à pobreza".

De olho no potencial de crescimento da internet na região e, consequentemente, dos negócios do Google no Brasil, Page reconhece que um dos principais motivadores da visita nada teve a ver com negócios. "Estávamos em Davos, no Fórum Econômico Mundial, e resolvemos vistar o Brasil, um país de muitas oportunidades para nós", conta.

Para Brin, nascido na ex-União Soviética, o País é muito atrativo por ter poucos obstáculos ao crescimento da companhia e da Web, diferente do que acontece na Índia e especialmente na China. "Eu cresci com censura e lembro bem disso - e não gosto da lembrança", comenta o executivo, falando sobre a China.

"Antes de decidir lançar nossos serviços lá com restrições de conteúdo, conversamos muito com pessoas ligadas a entidades de direitos humanos e elas fizeram questão de ressaltar que, mesmo com restrições, a presença do Google seria importante, por levar mais informações a mais pessoas", garante.

O Brasil

Sem definir números de investimento ou mesmo de metas para a operação local, os fundadores da empresa fazem questão de reafirmar a importância das operações no Brasil para seus negócios. "A Akwan, por exemplo, tinha um time de desenvolvimento fantástico e com muita experiência em pesquisas. Daí a nossa aquisição. Agora queremos expandir suas funções", avisa Brin.

Sobre o Orkut, ainda não há planos de gerar faturamento com o serviço Google de mais sucesso no País. "Queremos, primeiro, deixá-lo melhor", diz Page. "Não fazemos dinheiro com o Orkut hoje em dia, mas experimentamos muitas coisas e quem sabe no futuro haverá oportunidade", completa Brin, que, no entanto, destaca que nem todas as iniciativas das companhia precisam gerar lucros.

Segundo Alexandre Hohagen, diretor geral do Google no Brasil, a prioridade ainda é educar o mercado sobre as ofertas da empresa. "Muitas pessoas conhecem o Google. Mas poucas sabem quais são as possibilidades de fazer negócios com nossos serviços", declara.

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