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Setor público gasta R$ 4 bi em compras na internet

O volume de transações cresceu aproximadamente 215% em relação ao ano anterior, mas representa somente 3,5% do que é gasto pelos governos.

Por COMPUTERWORLD*

14 de março de 2006 - 16h54
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O setor público brasileiro gastou 4 bilhões de reais em compras realizadas integralmente via internet no ano de 2005, o que representou 3,5% do valor total gasto em bens e serviços pela União, Estados e municípios.

Segundo apuração do projeto e-Licitações (índice mensal da FF Pesquisa & Consultoria, divulgado em parceria com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), o volume de transações cresceu aproximadamente 215% em relação ao ano anterior, cuja movimentação foi de 1,27 bilhão de reais e representou apenas 1,2% do montante total de produtos e serviços.

Cid Torquato, diretor executivo da Camara-e.net, apontou que os motivos para esse crescimento foi a migração natural para meios tecnológicos que todos os setores estão sofrendo, além do decreto 5.450/05, promulgado em maio do ano passado, que tornou obrigatório o uso do pregão na compra de bens e serviços comuns, e dá preferência pelo pregão eletrônico.

Os números divulgados confirmam a tese de Torquato: enquanto em maio foram gastos 168,08 milhões de reais em compras por meio eletrônico, em junho a conta chegou a 306 milhões de reais. Em reta ascendente, o total gasto em dezembro chegou a 1,1 bilhão de reais.

O diretor da Camara-e.net diz que é esperado que esse crescimento alcance a mesma porcentagem em 2006, já que o processo "aumenta a eficiência do estado e melhora a administração pública".

"Mas ainda é pouca a parcela de processos feitos por meio eletrônicos [5%]. E falta vontade política para expandir a prática.[de leilão eletrônico]", comenta Torquato.

Ele lembra que a automatização torna as licitações mais democráticas - já que mais empresas podem participar da concorrência; e mais econômica, pois permite que várias compras sejam realizadas simultaneamente, poupando mão-de-obra e tempo.

É estimado que o governo economize 30% no custo das operações de compra e, além disso, os sistemas utilizados no Brasil são de referência internacional e garantem mais segurança do que o meio  tradicional de pregão.

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