Negócios
Software livre é foco do Comitê Brasil-China de TI
No lançamento do comitê foi abordada a necessidade emergente de mão-de-obra especializada em tecnologia open-source em ambos os países.
Por Camila Rodrigues, especial para o COMPUTERWORLD
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O desenvolvimento e a troca de experiências em software livre foi o destaque da inauguração do Comitê Brasil-China de Tecnologia da Informação (TI), realizada na segunda-feira (20/03), sob iniciativa da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE).
O Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, foi palco da primeira reunião do comitê, que contou com seminários sobre VoIP, software livre e software embarcado baseado em Linux.
João Cassino, presidente do comitê de TI da CBCDE e diretor da ONG Open Technology Users Network (OTUN), contou que também foi discutida a necessidade crescente de mão-de-obra especializada nos dois países, ambos destaques mundiais no desenvolvimento de software livre.
"Um dos meios de cooperação entre as nações será compensar a falta de pessoas capacitadas através da otimização dos trabalhos, ou seja, evitar que os dois países façam trabalhos repetidos", explica Cassino.
Quanto ao futuro do open-source com a vinda do próximo governo, ele crê que, independentemente de quem venha a assumir o Governo Federal, a expansão do software livre não tem como ser contida.
"O governo Lula convenceu a sociedade que o software livre é uma alternativa melhor que o proprietário. Mas não é só política, é um processo tecnológico. [O software livre] É mais barato, melhor e mais seguro. Não tem como voltar atrás.", diz Cassino.
De acordo com o presidente do comitê, serão realizadas reuniões periódicas a cada 45 dias, seja em forma de seminários ou para discutir algum assunto específico. Ele explica que o objetivo do comitê é ajudar as relações comerciais entre os países e fazer uma intermediação entre eles, devido às inúmeras diferenças culturais e legislativas. "Na China, quando se começa uma reunião, é preciso trocar cartões, pegá-los com as duas mãos e lê-los. Cheios de de protocolos. E alguns softwares feitos no Brasil seriam considerados ilegais lá", admite.
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