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Microsoft alega ter encontrado saída para disputa antitruste na Europa

Companhia diz que professor apresentou plano de mudança em documentos, mas duas fontes questionam tal versão. Ainda há riscos de um novo processo nos próximos meses.

Por COMPUTERWORLD

03 de abril de 2006 - 15h30
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A Microsoft deixou uma audiência de dois dias com a Comissão Européia na sexta-feira (31/03), em Bruxelas, alegando ter achado uma “saída” junto à Europa para resolver a disputa de antitruste que ainda pode resultar em multa diária de 2 milhões de dólares.

Mas a alegação de um acordo é exagerada, segundo duas outras pessoas que participaram da reunião a portas fechadas – uma delas ligada a empresas rivais e outro representante ligado à Comissão Européia, principal órgão de antitruste da Europa.

A Comissão acusa a Microsoft de falhar em prover documentação técnica adequada com detalhes sobre o Windows e decidiu há dois anos que, se a empresa não liberasse estes documentos, comprometeria a competitividade no mercado de software.

A Microsoft alega que forneceu as informações que permitem a seus concorrentes criar programas que rodem tão bem no ambiente Windows como o próprio software de servidores da companhia.

Mas em dezembro, o professor Neil Barrett, cientista da computação britânico escolhido, tanto pela

Microsoft quanto pela Comissão, para rever a documentação e determinar se a empresa cumpriu com a decissão de antitruste de 2004, descartou os documentos chamando-os de inúteis.

Ao deixar a audiência na sexta-feira, Brad Smith, principal advogado da Microsoft, disse estar “muito animado com os planos apresentados pelo professor Barrett para seguir adiante”.

Barrett “descreveu com mais especificidade que qualquer descrição anterior” o que deve ser “mudado e melhorado” na documentação, disse Smith.

“Certamente para nossos engenheiros que tiveram a oportunidade de falar diretamente com o professor Barrett durante estes dois dias, finalmente conseguimos o tipo de direcionamento que precisamos”, acrescentou Barrett.

“Ele descreveu alguns detalhes do que deveria ser incluso e o formato em que deve ser escrito. Isso nos dá um começo para uma planta e finalmente responde algumas das dúvidas que tínhamos há algum tempo”, finalizou Smith.

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