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Negócios

De olho na próxima jogada

Laércio Cosentino é um dos melhores exemplos de empreendedor brasileiro que não se cansa de inovar e investir em novos mercados.

Por André Borges, especial para o Computerworld

04 de abril de 2006 - 16h45
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Aos 45 anos, Laércio Cosentino, presidente da holding Totvs, tem um currículo invejável. Na carreira deste executivo não faltam razões para acreditar em novos projetos. Em 1978, quando ainda estudava Engenharia na USP, Cosentino foi ser estagiário da Siga, empresa de tecnologia onde, em cinco anos, passaria pelas funções de programador, analista de sistemas, gerente e diretor. Ao final desse período, convence seu patrão a se tornar seu sócio em uma nova empresa. Assim, nascia a Microsiga, companhia que cresceu rapidamente e que, pouco tempo depois, comprou a sua empresa mãe.

Com vinte e poucos anos e o cargo de presidente nas costas, o jovem executivo decide criar uma rede de unidades de atendimento e relacionamento, estratégia que viria a se espalhar por todo Brasil e América Latina. Os negócios crescem rapidamente. Cosentino ganha experiência e maturidade empresarial, que passa a propagar por meio de vários livros sobre linguagens de desenvolvimento de sistemas.

No ano 2000, após ter guiado a empresa durante todo o período de reserva e abertura de mercado, Cosentino é eleito “O Empreendedor do Ano” pela consultoria Ernst & Young, prêmio de destaque para talento, criatividade e ousadia corporativa. Em maio de 2001, representa o Brasil na escolha mundial do Empreendedor do Ano, em Monte Carlo (Mônaco), concorrendo com representantes de outros 20 países, incluindo Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido.

Sempre com foco em pequenas e médias empresas, a Microsiga cresce durante o período de expansão do ERP no Brasil e, em 2003, adquire a mexicana Sipros. Dois anos depois, Cosentino dá um passo mais ousado e absorve a concorrente Logocenter. Com isso, nasce uma das maiores empresas de TI da América Latina, que recebe o inusitado nome de Totvs, inspirado no latim para remeter a “todos”, à “totalidade”.

A movimentação era apenas um prenúncio do que estava por vir. Nos últimos dias, Cosentino liderou o processo de abertura de capital da Totvs, uma atitude que, mais uma vez, sinaliza que novas cartadas vêm por aí. Ao olhar para trás, o autor do livro “Genoma Empresarial” faz mistério quando questionado sobre o momento que mais marcou a sua carreira: “O principal momento da minha carreira vai ser o próximo”, desafia Cosentino. Que não se duvide. 

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