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Negócios

O desbravador de mercados – e empresas

Mario Machado traz em seu currículo o nascimento de diversas multinacionais no País, mas sua principal marca foi a participação na instalação da Oracle no Brasil, em 1988.

Por Fernanda K. Ângelo

04 de abril de 2006 - 17h40
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A exemplo de um típico ecoturista, que se encanta mais com as paisagens e desafios de uma viagem do que com o destino em si, Mario Machado especializou-se em instalar multinacionais no Brasil – cuidava de todo o trâmite de abertura de uma operação local para determinada empresa e, uma vez engrenado o negócio, lá ia ele para outra missão. Assim, o executivo deixou suas marcas na história do mercado brasileiro de tecnologia.

Machado começou na Burroughs, fabricante de hardware para o mercado de bancos, em 1966. Com a experiência, no início dos anos 70 foi convidado a abrir a área de atendimento a instituições financeiras da Xerox no País. Em 1982, Machado deixou a empresa para implantar a Pansoft por aqui. “Fui da área de vendas até a gerência da América Latina”, conta. “Nem a sede nos EUA acreditava, mas tínhamos 40% do mercado nacional”, detalha, orgulhoso.

Em 1988, foi contratado para aquele que para muitos foi o mais relevante de seus feitos: inaugurar as operações da Oracle no Brasil, empresa onde Machado foi country manager até o fim de 1991. “Cuidei da implantação da Oracle do zero, quando ninguém sabia quem ela era, nem conhecia banco de dados, e a empresa tinha uma receita mundial de 100 milhões de dólares”, destaca.

Disposto a outro desafio, Machado desligou-se da Oracle para instalar no País uma de suas principais concorrentes, a Ingres Corporation, que em 1994 foi adquirida pela CA. Cansados? Mas não Machado. No mesmo ano foi a vez de montar operações de companhias de telecom: uma delas, a UB Networks, operou por três anos no Brasil, até ser comprada pela NewBridge; outra, a Ascend Communications, abriu as portas em 1998 – dois anos depois foi incorporada pela Lucent Technologies.

Entre outras experiências, o especialista em novos negócios, desde janeiro, tem na Consist o desafio de desenvolver a divisão de vendas para indústria e comércio. “É uma nova operação no País, um novo enfoque que a Consist está dando ao mercado”, explica o vice-presidente da área, sempre sedento por novos desafios.

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