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Nosso porta-voz em Brasília

Desde que ingressou na área pública como deputado federal, Júlio Semeghini é reconhecido como representante do mercado de tecnologia no Congresso Nacional. Entre os principais projetos, a Frente Parlamentar de Informática.

Por Camila Fusco

04 de abril de 2006 - 17h30
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“Algo que eu sempre tive certeza na vida é que eu nunca seria político.” Vinda de Julio Semeghini, deputado federal em segundo mandato, a frase prova que muitos fatos não são previsíveis na carreira de um profissional. Nascido em uma família com forte atuação no setor público, desde cedo pensava em trilhar outros caminhos, mas ainda na universidade percebeu que seu destino estaria entrelaçado com a política, já que atuava em várias atividades sociais do centro acadêmico da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI). “Quando percebi, tinha aproximado política com a área de exatas”, lembra o parlamentar, filiado ao PSDB.

A entrada efetivamente na área pública, entretanto, aconteceu muitos anos depois. Semeghini começou mesmo como engenheiro eletrônico na Empresa Brasileira de Comunicações (Embracom). Em meados da década de 80 ingressou na TDA, empresa do engenheiro Carlos Rocha, destinada ao desenvolvimento de tecnologia, enquanto, paralelamente, atuava na Associação Brasileira da Indústria de Computadores e Periféricos (Abicomp). “Essa atuação que o Semeghini teve foi fundamental para aproximá-lo da realidade do setor, algo que veio a ser muito importante, posteriormente, para sua atuação como deputado”, avalia Carlos Rocha.

De 1995 a 1998, Semeghini comandou a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp). No currículo estiveram iniciativas de peso para o Estado, como a implantação do projeto Poupatempo e a informatização do pagamento do IPVA. O trabalho consistente em resultados à frente da Prodesp fez com que Semeghini aceitasse a sugestão do governador Mário Covas para candidatar-se. Em 1999 o executivo assumiu como deputado federal, e é considerado até hoje o principal interlocutor entre o setor de TI e o Congresso. As alterações na nova versão de Lei de Informática, os projetos para a assinatura eletrônica e as discussões sobre pirataria e crimes digitais tiveram presença marcante do deputado. No entanto, um dos projetos que geram grande entusiasmo em Semeghini está relacionado à Frente Parlamentar de Informática, criada em 2004. “Esse grupo permite que deputados de diversos partidos e regiões possam se articular para apoiar as reivindicações do setor e dos institutos de pesquisa ou universidades”, declara.

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