Publicidade

Negócios

A essência da pesquisa no Brasil

O CPqD também está comemorando 30 anos de vida. Hélio Graciosa, hoje presidente da instituição, foi fundamental para sua sobrevivência, enfrentando a privatização do sistema Telebrás e o fim da reserva de mercado.

Por Luciana Coen

04 de abril de 2006 - 15h30
página 1 de 1

Embora tenha estado à frente da mesma instituição desde que ela foi fundada, Hélio Graciosa pode ser considerado um aventureiro. Gerenciar o crescimento do CPqD antes e depois da reserva de informática foi um feito e tanto. Segurar a instituição quando o mercado se abriu foi outra façanha deste administrador e pesquisador. As histórias de Graciosa e do CPqD confundem-se ao longo destas três décadas.

Logo depois de terminar seu mestrado no Rio de Janeiro, Graciosa foi convidado para trabalhar como pesquisador na recém-criada Telebrás. Em 1976, quatro anos depois, a Telebrás decidiu montar um braço de pesquisa e desenvolvimento em telecomunicações. Campinas já tinha duas boas universidades: PUCCamp e Unicamp. A cidade também proporcionava alta qualidade de vida e o aeroporto Viracopos fazia vôos internacionais, se colocando como a melhor escolha.

O lobby bem feito de Zeferino Vaz, então reitor da Unicamp, deu o empurrão final. Assim nasceu o CPqD. “Eu gostava de Brasília, mas o projeto de participar da criação de um centro de pesquisas pioneiro na América Latina era um desafio espetacular”, diz.

O momento mais difícil de Graciosa na companhia coincide com a abertura do mercado no início dos anos 90, notícia que caiu como uma bomba no CPqD. “Nós desenvolvíamos equipamentos, passávamos para a indústria para aprovação e o sistema Telebrás comprava – até porque não poderia comprar de outros”, explica. Em 1998, uma crise ainda pior: a privatização do sistema Telebrás. “Muita gente achou que íamos acabar”, confidencia.

Hoje a empresa continua sendo um braço tecnológico do governo, mas aumentou a abrangência em pesquisa, com produtos na área de energia elétrica e setor financeiro, e consolidou-se como fornecedor de inovação 100% nacional. E um fornecedor respeitado por sua competência, não pela falta de opções.

Conteúdo Relacionado
Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld