Negócios
Ao Mestre com Carinho
Líderes natos, estes profissionais marcaram a atuação de outras gerações de executivos e técnicos em tecnologia da informação no Brasil.
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O desenvolvimento da indústria de TI no Brasil teve forte influência da política industrial adotada por seus governantes.
A época da reserva de mercado, de 1976 a 1992, deixou marcas no setor. Durante quase duas décadas o Brasil esteve fechado para a atuação de empresas externas, acreditando que assim conseguiria desenvolver tecnologia competitiva nacional. O resultado disso foi uma abertura que quase dizimou a indústria nacional.
Estes mestres, de uma forma ou de outra, contribuíram para manter acesa a chama do mercado competitivo e justo. Por um lado, era necessário abrir o País para a entrada de companhias que trariam inovação e emprego. Por outro, era necessário investir em tecnologia própria, 100% nacional, e – por que não? – vendê-la para multinacionais. Estes executivos conseguiram proezas nos mais duros tempos da informática no Brasil e deixaram suas lições a gerações futuras.
Nesta categoria você encontra as histórias de:
Hélio Graciosa, executivo que manteve o CPqD vivo e atuante mesmo depois da privatização do Sistema Telebrás e da mudança na política industrial brasileira.
Odécio Grégio, que nos auge da área de tecnologia do Bradesco chegou a comandar 2,5 mil técnicos.
Rudolf Hohn, um dos mais contestadores executivos da indústria, que, à frente da IBM, lutou arduamente contra a reserva de mercado.
Edes Landin, comandou a negociação que deu origem à ADP Systems, um dos primeiros negócios onde uma empresa multinacional adquiriu um fornecedor brasileiro de serviços.
Carlos Eduardo Fonseca (Karman). criou, em 1979, a Itautec, entre muitas outras atividades marcantes em sua carreira.
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