Publicidade

Negócios

Liderança no limite

Edes Landim foi peça-chave em todas as empresas pelas quais passou, de IBM a Systems, onde formou milhares de profissionais em informática e fez parte de uma das maiores negociações do mercado em sua época.

Por Luciana Coen

04 de abril de 2006 - 15h40
página 1 de 1

Quando o Edifício Grande Avenida pegou fogo, em janeiro de 1969, não apenas as fitas com programas históricos da TV Record se perderam. No prédio também ficava a Systems, principal bureau de serviços de informática da época, que perdeu toda a documentação de sistemas e clientes.

Em março, Edes Landim, até então gerente comercial, assumiu a presidência da empresa, o que define como um dos maiores desafios de sua carreira. Naquele momento, a Systems começaria a atuar no mercado como provedora de serviços, idéia revolucionária para a época. Nessa fase, o braço da companhia voltado para educação formava centenas de alunos. Afinal, aqueles que tivessem interesse em fazer cursos de processamento de dados ou informática tinham apenas duas opções: a Systems e a IBM.

Em dezembro de 1975, o executivo e um grupo de acionistas decidiram desnacionalizar o capital da companhia. Em fim de março de 1976, a norte-americana ADP – Automatic Data Processing comprou 64% da Systems. A transação foi a primeira venda de companhias nacionais para o mercado exterior.

Em plena década de 70, Landim defendia conceitos que até hoje são atuais como venda de serviços e não de hardware/software. No auge de sua carreira na ADP, o executivo também presidiu a Sucesu. Como fomentador de inovações e contra o regime de reserva de mercado, trouxe feiras para São Paulo e foi um dos responsáveis pela criação da Comdex, que durante muitos anos foi o maior evento de TI corporativa do mercado brasileiro.

Anos antes de entrar na Systems, Landim fez uma carreira meteórica na IBM. Acadêmico da USP, com artigos publicados em revistas internacionais, aos 32 anos ele viajava a Santiago, no Chile, para receber o prêmio de maior vendedor do mundo, tendo feito nada menos do que 945% de sua cota. Os computadores de grande porte da USP, Unicamp, ITA e todas as principais universidades do Brasil foram vendidos por ele.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Um grande exemplo

Conheço Edes Landim e tive uma grande oportunidade profissional dada por ele, na época das "franquias" que a ADP um dia quiz desenvolver quando era do Grupo RBS.

Ele realmente sempre esteve a frente de seu tempo.

Meu nome é Paulo Silas
PAULO SILAS MARTINS - 12 Mar 2008, 14h25
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld