Negócios
Brasil perde chances por não explorar patentes, diz especialista
Durante o seminário "A propriedade intelectual no mundo digital", o professor de direito John Duffy destaca a importância das patentes para as empresas brasileiras.
Por Camila Rodrigues, especial para o COMPUTERWORLD
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“Uma patente pode deixar você rico e famoso”. Esse foi o comentário inicial da palestra do professor de Direito John Fitzgerald Duffy, da Universidade George Washington, no seminário A propriedade intelectual no mundo digital, que foi promovido pela ABPI na terça-feira (11/04).
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De forma descontraída, o professor argumentou sobre a importância da patente no desenvolvimento de empresas brasileiras e expôs quatro contra-argumentos para as críticas feitas com relação à concessão de novos registros. “Empresas pequenas precisam de patentes para ter alavancagem de grande porte”, declarou.
Parafraseando o presidente da Sun, Jonathan Schwartz, Duffy também disse acreditar no potencial dos países em desenvolvimento, sobretudo no Brasil. “Se a Califórnia inventou o Google, o Brasil também pode”, disse o especialista, acrescentando que o buscador é um bom exemplo de que as patentes não ajudam só as grandes empresas. Ainda assim, Duffy não deixou de citar que os EUA ainda concedem patentes ruins.
Sobre a dicotomia software livre versus proprietário, ele afirma que países e empresas sofisticadas não podem se posicionar de maneira maniqueísta em relação ao assunto. Para exemplificar, o professor mencionou o caso da IBM que, segundo ele, recebe 1 bilhão de dólares somente com patentes e é uma das empresas que mais apóiam os sistemas de código aberto.
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