Negócios
Especialista desvenda segredos da SOA
Por Nivaldo Foresti*, especial para o COMPUTERWORLD
Compartilhe:
CW – Os desenvolvedores pensam que ao fazer web services estão usando a arquitetura SOA e, no Brasil e no mundo, a maioria está usando os web services para dar uma sobrevida aos legados ao invés de pensar nas funcionalidades que o negócio necessita. Como você vê isso?
Wilner – Sim existe essa confusão. Ao fazer web services há quem pense que está fazendo SOA – e para fazer SOA se deve fazer web services. A Progress não pensa assim. Web services é uma tecnologia para troca de informações, de conexão entre aplicações. O grande valor do SOA é a reutilização, o foco nas funcionalidades de negócio e quais delas eu quero expor aos parceiros ou internamente. O foco dos web services é expor funcionalidades como tecnologia de acesso.
Na Progress temos um ORA (Open Reference Architeture) que mostra como arquitetar sua aplicação para atender aos requisitos de negócio e quais funcionalidades expor usando SOA. Essa referência permite usar diferentes tecnologias, web services quando você não conhece com que cliente irá se conectar ou outras tecnologias que transferem dados binários quando o desempenho é importante.
Muitos estão fazendo isso (dando sobrevida aos legados com web services) como os primeiros passos para o SOA. Não tem nada errado com isso, a não ser que a granuralidade dos objetos expostos é grande. Mas, quando nós trabalhamos com nossos parceiros ou clientes, não queremos saber em como conectar as aplicações entre si e sim quais são seus objetivos e necessidades de negócio. A tecnologia vem depois.
É errado escrever web services para seu legado? A resposta é: depende dos seus objetivos. Simples assim.
CW – O grande problema com o SOA e todos os modelos existentes é como envolver o negócio na solução tecnológica. No fim do dia, o CIO tem de atender aos requisitos de negócio. Como fazer isso?
Wilner – Não existe mágica: tem de existir um comprometimento da corporação. A vantagem é que como o SOA trata do negócio e de suas funcionalidades, fica muito mais fácil a conversa. E o comprometimento tem de ser de cima para baixo. É mais difícil para a área de TI, pois ela tem de pensar em como deve ser o negócio ao invés de pensar como deve ser o software.
CW – Mas quanto tempo demora para migrar a cultura e a tecnologia? E quanto custa isso?
Wilner – Bom, não é um negócio que se faz do dia para a noite. Nós trabalhamos com nossos clientes de modo incremental. Não pedimos: “jogue tudo fora e comece novamente”. Não demora dias, mas também não demora anos. As coisas vão indo passo-a-passo, funcionalidade a funcionalidade.
Por exemplo, em uma aplicação existente nós pegamos uma função ou um pequeno módulo para começar e continuamos a partir dali. É um processo contínuo que nunca, em realidade, estará pronto.
Temos um programa chamado Application Transformation, para a transformação das aplicações em funcionalidades de negócio, em que trabalhamos também por fase. A primeira etapa, dos requisitos do negócio e das especificações das funcionalidades, demora por volta de 12 meses.
CW – Esse programa está disponível no Brasil?
Wilner – Temos mais de 80 clientes no mundo e alguns no Brasil, em várias fases desse processo. Nossos parceiros tiveram, com a conclusão desse processo, um aumento de produtividade e vendas.
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


