Publicidade

Negócios

Após prejuízos e críticas, CEO da Sun deixa o cargo

Após 22 anos na liderança da companhia, Scott McNeally deixa o cargo de CEO amargando um prejuízo de mais de 200 milhões de dólares e várias críticas.

Por Camila Fusco*

24 de abril de 2006 - 19h45
página 1 de 1

O fundador da Sun Microsystems, Scott McNealy, está deixando o cargo de Chief Executive Officer (CEO) depois de 22 anos à frente do comando da empresa.

A saída do executivo está vinculada ao prejuízo de 217 milhões de dólares divulgado nesta segunda-feira (24/04), mais de sete vezes superior aos 28 milhões de dólares reportados no mesmo período do ano passado.

O desempenho de McNealy já vinha sendo criticado há meses por analistas e mesmo ex-funcionários da companhia. Recentemente, John Shoemaker - que até 2002 atuava como vice-presidente executivo e gerente-geral de sistemas da Sun e hoje está aposentado - divulgou um artigo na publicação "Business Horizons", da Universidade de Indiana, em que atribui os prejuízos recentes da companhia às estratégias fracas dos últimos seis anos lideradas por McNealy.

Na avaliação do executivo, as falhas da Sun já datam de algum tempo. A reação da companhia à bolha pontocom foi tardia ao passo em que a empresa continuou contratando mais de 3 mil funcionários por trimestre durante o pico da bolha. Entretanto, quando o fenômeno começou a minar, poucos desses profissionais foram demitidos, ao contrário do que aconteceu com companhias como Cisco, HP e IBM.

Tais cortes, segundo Shoemaker, eram necessários tanto para a sobrevivência da companhia quanto para a segurança dos demais profissionais em longo prazo. "Essa falha em tomar uma atitude dura para reduzir as despesas foi o que eu considero o episódio mais crítico que precipitou o declínio da Sun", aponta. "Eu acho que a Sun Microsystems falhou nos últimos anos porque não soube fazer a transição e não conseguiu se redimensionar imediata e drasticamente", complementa.

Na avaliação do ex-executivo, a compra da StorageTek também foi errônea, já que foram gastos praticamente 4 bilhões de dólares em uma aquisição enquanto uma atitude mais positiva poderia ter sido a recompra de ações ou mesmo uma reorganização da companhia. Leia a íntegra do documento em inglês.

Em substituição a McNealy, a Sun indicou Jonathan Schwartz, até então presidente e Chief Operating Officer (COO). O executivo esteve no Brasil no começo de abril participando do Sun Tech Days e inclusive participou de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na ocasião, Schwartz elogiou o potencial dos desenvolvedores brasileiros e chegou a arriscar previsões, dizendo que o “próximo Google pode ser uma empresa brasileira”. O executivo também declarou que a Sun estará empenhada em investir em comunidades.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld