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Negócios

Mercado financeiro aprova novo CEO na Sun

De acordo com analistas, substituição de Scott McNealy por Jonathan Schwartz já era esperada. Mercado financeiro aprova a troca, e ações tiveram alta de até 4,2%.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

25 de abril de 2006 - 11h04
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ATUALIZADA ÀS 18H06 - O mercado financeiro parece ter recebido bem a substituição de Scott McNealy por Jonathan Schwartz como CEO da Sun Microsystems. No primeiro pregão após o anúncio, as ações da companhia operaram praticamente todo o dia em alta na Nasdaq, e chegaram a atingir a marca máxima de 5,25 dólares - alta de 4,2%. No encerramento do pregão, os papéis desaceleraram e fecharam o dia praticamente estáveis.

A substituição de McNealy já era prevista, mas aconteceu antes do esperado. Essa é a percepção de analistas de mercado sobre a iniciativa anunciada na segunda-feira (24/04). “A mudança era aguardada, embora foi surpreendente por ter acontecido tão rápido. Estava claro que o Jonathan estava sendo preparado para assumir como CEO, mas a maioria dos especialistas pensava que isso só aconteceria daqui a alguns anos”, declara Jerald Murphy, vice-presidente sênior de pesquisas da consultoria norte-americana Robert Frances Group.

O anúncio da saída de McNealy do cargo de CEO, após 22 anos de comando, está vinculada ao prejuízo de 217 milhões de dólares registrado no terceiro trimestre fiscal da Sun. O resultado é mais de sete vezes superior aos 28 milhões de dólares reportados no mesmo período do ano passado.

Na avaliação do consultor, apesar da mudança no comando, as estratégias da Sun não devem ser profundamente alteradas em curto prazo. Entretanto, os próximos três meses tendem a ser de transformações principalmente no modo como a Sun faz negócios. “Acho que a maior mudança será vista com o Jonathan procurando ‘novos mercados’ para a Sun crescer. Seu foco estará claramente em crescer com eficiência, tanto em receitas como na valorização das ações”, complementa.

O desempenho de McNealy já vinha sendo criticado há meses por analistas e mesmo ex-funcionários da companhia. Recentemente, John Shoemaker - que até 2002 atuava como vice-presidente executivo e gerente-geral de sistemas da Sun e hoje está aposentado - divulgou um artigo na publicação "Business Horizons", da Universidade de Indiana, em que atribui os prejuízos recentes da companhia às estratégias fracas dos últimos seis anos lideradas por McNealy.

Na avaliação do executivo, as falhas da Sun já datam de algum tempo. A reação da companhia à bolha pontocom foi tardia ao passo em que a empresa continuou contratando mais de 3 mil funcionários por trimestre durante o pico da bolha. Entretanto, quando o fenômeno começou a minar, poucos desses profissionais foram demitidos, ao contrário do que aconteceu com companhias como Cisco, HP e IBM. (Leia aqui o documento completo em inglês).

Jonathan Schwartz atuava até então como presidente e Chief Operating Officer (COO). O executivo esteve no Brasil no começo de abril participando do Sun Tech Days e inclusive participou de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na ocasião, Schwartz elogiou o potencial dos desenvolvedores brasileiros e chegou a arriscar previsões, dizendo que o “próximo Google pode ser uma empresa brasileira”. O executivo também declarou que a Sun estará empenhada em investir em comunidades.

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