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Negócios

Exclusiva: Sun está no ataque, diz novo CEO

Em entrevista exclusiva ao COMPUTERWORLD, Jonathan Schwartz comenta as perspectivas de negócios e declara que a Sun está em sua melhor fase em termos de produtos.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

25 de abril de 2006 - 11h35
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Anunciado na segunda-feira (24/04) como novo Chief Executive Officer (CEO), da Sun Microsystems, Jonathan Schwartz – até então presidente e COO – afirma ter perspectivas claras sobre os negócios da Sun. Em entrevista ao COMPUTERWORLD, o executivo, que esteve no Brasil no início do mês e até participou de um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declara o momento e sua visão sobre o futuro da companhia. Leia os principais trechos:

COMPUTERWORLD – Quais foram suas impressões sobre o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva? A Sun e o governo brasileiro chegaram a algum acordo?
Jonathan Schwartz –  A Sun tem uma história muito profunda com o Brasil e acredita em seu vasto potencial. A reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou nossa visão compartilhada de uso da tecnologia aberta para estimular o desenvolvimento e o crescimento econômico. As tecnologias abertas ampliam e criam novas oportunidades e o Brasil tem adotado uma abordagem progressiva neste modelo. O Brasil continuará um mercado importante para a Sun. Estamos ansiosos para construir essa visão compartilhada e expandir nossas relações atuais e futuras para reduzir os abismos digitais e criar novas comunidades para participar das redes.

CW – Recentemente a Sun anunciou a saída de John Loiacono da divisão de software. Como podem ser compreendidas essas mudanças?
JS – Os negócios da Sun com software continuam a crescer. Com a bandeira do sistema operacional de código aberto Solaris e a tecnologia Java, os negócios da Sun para software ganham potencial entre as principais empresas do mundo. Nós temos um programa de sucessão disciplinado na Sun e eu estou pessoalmente envolvido na gerência da unidade de software. Mas, além disso, não temos nada de especial para anunciar.

CW – No início de março, foram divulgadas informações sobre um e-mail que o então CEO, Scott McNealy, escreveu para o CEO da HP, Mark Hurd, sobre uma possível convergência do HP-UX com o Solaris 10 Unix. Como está essa discussão?
JS – Ouvimos constantemente clientes da HP reclamando que a companhia não está mais investindo no HP-UX. Por isso nós fizemos a oferta para unir as propostas, para dar chance de escolha aos clientes. O sistema operacional Solaris é aberto e pode ser executado em diversas plataformas x86 e x64, incluindo toda a família de servidores Proliant da HP. Já o HP-UX, não, é limitado à linha de servidores Itanium. Isso significa que os usuários que não utilizam Itanium precisarão readaptar seus data centers, algo que custa caro e leva tempo. O Solaris oferece escolha, ao mesmo tempo em que preserva os investimentos atuais do cliente. A oferta à HP continua aberta, mas é necessário perguntar a eles sobre detalhes.

CW – Quais as suas perspectivas sobre a unidade de serviços em termos de receita nos próximos meses?
JS – Nós não fornecemos previsões de receitas, mas posso dizer que a tecnologia de código aberto realmente expande as possibilidades de negócios. Existem 4,5 milhões de licenças registradas do sistema operacional Solaris, 63 milhões de downloads do StarOffice e do OpenOffice, e cinco milhões de desenvolvedores Java. Essas comunidades colaboram, compartilham e interagem, aumentando as oportunidades, a inovação e as escolhas. Abrir as redes para essas comunidades leva a oportunidades de receitas para a Sun.

CW – Qual o cenário que a Sun gostaria de exibir até o final do ano?
JS – A Sun foi fundada sob os ideais de compartilhar idéias e tecnologias e esse pensamento ainda conduz os negócios hoje. Nós recentemente fomos além da abertura do código, com o processador UltraSparc T1, fornecendo ao mercado uma nova oportunidade para o desenvolvimento das comunidades que impulsionam a inovação. Estamos novamente no ataque, e com a melhor linha de produtos da nossa história.

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