Negócios
PC popular alavanca vendas e Linux na Positivo
Companhia atinge a marca de 77 mil unidades do Computador para Todos comercializadas em quatro meses. Participação das máquinas com Linux na produção da companhia sobe para 20%.
Por Camila Fusco
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A Positivo Informática já contabiliza números volumosos das vendas dos computadores que integram o Programa Computador para Todos, do governo federal. Entre dezembro do ano passado e abril de 2006 foram 77 mil máquinas comercializadas.
De acordo com Helio Rotenberg, diretor da companhia, os números podem ser atribuídos ao esforço da rede varejista para estimular as vendas das máquinas. Só o Magazine Luíza vendeu 14 mil PCs em 15 dias, segundo o executivo.
As vendas dos equipamentos pertencentes ao programa também alavancaram a produção de máquinas com sistemas de código aberto na Positivo. Até outubro do ano passado 3% da produção da companhia era composta de computadores com sistemas de código aberto, volume que passou para 20% após o início das vendas do Computador para Todos.
A Positivo foi uma das primeiras companhias a receber o selo distribuído pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Meses antes, entretanto, já comercializava máquinas com padrões e preços semelhantes ao que viriam a ser adotados pelo programa de inclusão digital.
O mercado brasileiro de PCs comercializou 5,5 milhões de computadores pessoais no ano passado, crescimento de 37,5% na comparação com 2004, segundo a consultoria IDC. A líder de mercado no ano foi a Positivo, seguida pela Dell.
“Com a queda nos preços podemos ver que os computadores vêm conquistando maior penetração na classe C. Mas de maneira geral, podemos comprovar também uma venda explosiva de todos os computadores até 1.500 reais”, diz.
O mercado aquecido faz inclusive a Positivo rever suas metas. “Estamos começando a rever os números previstos para esse ano. Estimávamos 500 mil computadores comercializados, mas acreditamos que isso deva ser superado”.
Windows compacto na liderança
Além dos equipamentos com Linux, a Positivo celebra os resultados das máquinas que incluem o sistema operacional compacto da Microsoft, o chamado Windows Starter Edition. Rotenberg não revela os números de unidades comercializadas, mas aponta que o modelo com tal sistema já é carro-chefe das vendas nas Casas Bahia, por exemplo.
“Se formos dividir, podemos dizer que 20% das vendas de nossos produtos correspondem aos modelos com Linux, 30% com Windows convencional e 50% com Starter Edition”, ressalta o executivo.
Desde os primeiros meses de venda do sistema operacional compacto da Microsoft – em abril do ano passado - já era possível perceber a boa aceitação do produto. Em quatro meses de venda a Positivo contabilizava 29,3 mil máquinas com Windows XP Starter Edition e 10 mil com sistema operacional de código aberto. Muitos especialistas da indústria criticaram o sistema na ocasião, em virtude de suas limitações de programas e janelas abertas e o fato de não permitir configuração em rede.
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