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Negócios

Dólar baixo preocupa exportadores de TI

Por Fernanda K. Ângelo, do COMPUTERWORLD

22 de maio de 2006 - 10h26
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O consórcio, que exportou 11,5 milhões de dólares em 2005 espera que o número chegue a 12 milhões de dólares neste ano – a previsão inicial era de 15 milhões de dólares. “A venda vai aumentar. Resta saber o que acontecerá na hora de enviar a divisa para o Brasil.” A meta do ActMinds de chegar a 100 milhões de dólares exportados até 2010 será mantida. “Há muito tempo até lá”, diz Pagani.

Impacto de todos os lados
Embora de maneira diferente, subsidiárias brasileiras de empresas de TI também têm seus negócios afetados pela queda no valor da moeda norte-americana

O impacto do dólar nos negócios não é exclusividade dos exportadores de serviços e software. Marco Leone, country manager da CA no Brasil, por exemplo, diz que se por um lado o dólar muito baixo aumenta a receita reportada à corporação, ajudando o resultado geral da empresa – especialmente por conta dos reajustes contratuais –, por outro lado, o fato de trabalhar com um valor pré-estabelecido para o dólar (este número considera potenciais oscilações da moeda, de forma a evitar impactos negativos à corporação no caso de uma eventual desvalorização do dólar) faz os custos explodirem, impactando diretamente nos ganhos e perdas da empresa, conhecidos no mercado financeiro como P&L (Profit and Loss).

Oscar Caipo, diretor-presidente da BearingPoint Brasil e Argentina, conta que a empresa estava no início de uma estratégia de offshore e precisou redirecionar os esforços para iniciativas locais. “A verdade é que estamos aguardando para ver em qual patamar o dólar vai parar. Já disseram que seria em 2,20 reais e estamos praticamente em 2 reais”, afirma. “Sinceramente, não fizemos nenhuma previsão de qual o valor ideal para nos mantermos competitivos. Isso porque nosso foco está na oferta de serviços especializados, diferenciados. Não oferecemos commodity”, explica Caipo.

Segundo ele, a operação brasileira é lucrativa e não vem sendo afetada pela flutuação do dólar. “Nossa estrutura de custos e preços é em Real. Por outro lado, o dólar baixo nos ajuda na hora de reportar os resultados lá fora”, admite.

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