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Negócios

Quem ganha e quem perde com a alta do dólar

O dólar chegou a 2,401 reais nesta quarta-feira (24/05), o patamar mais alto desde 26 de agosto do ano passado. Saiba as consequências para o setor de tecnologia.

Por Ralphe Manzoni Jr., do IDG Now!

24 de maio de 2006 - 22h56
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A valorização de 15% do dólar frente ao real no mês de maio coloca o mercado em alerta. Quem são os vencedores e os perdedores no mercado de tecnologia?

O IDG Now! ouviu Mauro Peres, diretor de consultoria do IDC Brasil, e Ivair Rodrigues, diretor da IT Data, sobre a oscilação do dólar. Veja suas posições.

Quem perde
Consumidor: o preço do computador pode ficar mais caro, pois a indústria trabalha com grande quantidade de componentes importados. Neste ano, o preço do PC já caiu 5,2%, segundo o IPC, da Fipe.

Acredita-se que até a faixa de 2,40 reais, que foi a cotação em que fechou a moeda norte-americana nesta quarta-feira (24/05), não haja impacto nos preços dos PCs. A partir daí, o repasse pode ser inevitável para o consumidor.

Empresas de hardware: o mercado de computadores cresceu mais de 37,5% em 2005, segundo a IDC e, vem batendo recordes mensais de produção em 2006, segundo a IT Data.

Além dos incentivos fiscais, como a MP do Bem, que isenta de PIS e Cofins os modelos baratos (uma queda de 9,25% no preço final da computador), o dólar baixo era um fator importante para reduzir dos preços, conforme explicado acima.

Se os preços subirem, caso o dólar mantenha a tendência de alta (ainda é cedo para saber em que patamar ele vai se estabilizar), o mercado ilegal pode ganhar novo fôlego.

Segundo a IT Data, em fevereiro de 2006, pela primeira vez na história, o mercado formal de PCs havia sido maior que o legal.

Quem ganha
Exportadores: quem exporta terá o seu produto mais competitivo, pois o valor do bem, em dólar, vai ficar mais barato. É o caso das empresas de celulares.

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), as exportações de celulares cresceram 29% nos três primeiros meses de 2006, em comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo 585 milhões de dólares.

Exportação de serviços: empresas brasileiras ficam mais competitivas para brigar contra as indianas, majoritárias neste mercado.

Software house nacional: o preço das licenças de software de empresas internacionais é cotado em dólar. Com a moeda norte-americana em alta, eles vão ficar mais caros.

Mercado ilegal: os fabricantes de computadores voltam a ter uma vantagem sobre o mercado formal, pois, como não pagam impostos e “importam” de forma ilegal, passam a ter uma vantagem de preço que havia se reduzido com a queda do dólar e os incentivos fiscais do governo.

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