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Após acordo com Dell, AMD espera aumentar vendas de servidores

Segundo o CEO da empresa, participação atual da companhia de 25% no mercado corporativo tende a crescer ainda mais com parceria com a Dell.

Por Alexandre Scaglia, do COMPUTERWORLD

24 de maio de 2006 - 20h51
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Há 3 anos a AMD definiu como uma de suas principais metas se fortalecer no mercado corporativo e conquistar participação em servidores, onde a companhia não tinha nenhuma presença. "Saímos de 0% de participação para cerca 25% hoje. Nos colocamos definitivamente como um fornecedor forte no segmento", discursa Hector Ruiz, CEO da companhia.

De acordo com o executivo, se forem levados em conta apenas os sistemas computacionais vendidos no período, a participação da AMD fica na faixa dos 40%. "Com o acordo com a Dell, o maior fabricante mundial de PCs, temos muito a crescer", diz o executivo, que veio ao Brasil para as comemorações de 10 anos de presença da AMD no Brasil e na América Latina.

Anunciado há uma semana, o acordo entre as companhias prevê a utilização dos processadores Opteron Dual Core em equipamentos que devem chegar ao mercado no segundo semestre deste ano. "Temos 25% de participação entre os servidores e a Dell está presente nos 75% restantes, o que abre a perspectiva de crescimento", afirma Ruiz. O executivo também comenta, sem entrar em detalhes, que a intenção é expandir o acordo para notebooks e desktops.

Concorrência

Para Ruiz, a Intel se tornou uma empresa melhor devido ao crescimento da AMD que, por sua vez, tem de melhorar sempre para continuar em destaque. "Há 3 anos a concorrência queria levar o mundo para o Itanium, que foi mais um 'Desmontanium', enquanto nós defendiamos os processadores de 64 bits", provoca. "Hoje a Intel abraçou essa arquitetura."

Por fim, o executivo fez questão de avisar que a AMD irá manter seu foco na fabricação de processadores para computadores, "pelo menos pelos próximos anos". Em sua análise, a busca da Intel por outros mercados (celulares, PDAs, redes e afins) tem relação com o fato de a empresa não ter mais para onde crescer no setor de processadores.

Segundo Ruiz, o mercado é muito grande, na faixa de 30 bilhões a 35 bilhões de dólares, mas cresce a taxas muito pequenas, entre 5% e 10%. "Nós temos muito a conquistar, eles não. Para nós, diversificar agora é um risco - podemos perder o foco", comenta.

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