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Negócios

Computador de baixo custo é a parte fácil da inclusão digital, diz CEO da AMD

Para Hector Ruiz, que está visitando o Brasil, recursos, serviços e financiamento são tão importantes quanto máquina barata.

Por Ralphe Manzoni Jr., do IDG Now!

24 de maio de 2006 - 17h16
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A produção de computadores de baixo custo é a parte mais fácil de um projeto de inclusão digital, afirmou o CEO da fabricante de microprocessadores AMD, Hector Ruiz, em visita ao Brasil.

Para ele, é preciso considerar, além do custo de produção do equipamento, os recursos tecnológicos, os serviços (como acesso de internet) e o financiamento.

Sobre recursos tecnológicos, Ruiz citou, como exemplo, um carro europeu desenvolvido por uma empresa francesa: o Logan

Este carro era pequeno, não tinha ar-condicionado ou qualquer outro item de luxo. Foi um fracasso de vendas na França, mas um grande sucesso na Rússia.

Com isso, o executivo acredita que é preciso entender as características de cada país para produzir equipamentos adequados à realidade da população.

Ruiz, que está pessoalmente envolvido em uma série de iniciativas de inclusão digital ao redor do mundo, entre elas o latptop de 100 dólares idealizado por Nicholas Negroponte, sabe do que está falando.

O PIC (personal internet communicator), um computador barato para a população de baixa renda com preço de 800 reais, lançado em dezembro de 2005, vendeu menos de 10 mil unidades desde então, quando o objetivo era o de vender 40 mil máquinas por mês.

Um dos diagnósticos para a baixa venda, segundo fontes do mercado de tecnologia, foi a dificuldade de aprovar financiamento para as pessoas que queriam adquirir o equipamento.

O diretor geral da AMD para a América Latina, José Antônio Scodiero, afirmou que a empresa está conversando com o governo federal em buscas de alternativas.

Uma das propostas que estão sendo discutidas é o governo ampliar o financiamento do “Computador para Todos” para outros equipamentos.

Atualmente, só podem ser vendidos com financiamento subsidiado equipamentos que seguem as configurações do programa de inclusão digital do governo federal.

Uma outra opção, de acordo com Scodiero, é o Banco Popular, do próprio governo federal, assumir o financiamento. “Muitas das pessoas que querem comprar o PIC nem conta corrente tem”, declarou o executivo.

Com juros menores, Scodiero acredita que pode reduzir o preço das prestações do PIC, que hoje é de 43 reais.

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