Negócios
Crescimento da indústria e da economia devem ser preocupação do CIO
Para o economista Flávio Castelo Branco, da CNI, TI e inovação são a base para solucionar um dos maiores desafios da economia brasileira: alcançar crescimento sustentado.
Por Rachel Rubin, da CIO Magazine
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Quais são as perspectivas e os desafios da economia brasileira em 2006? E de que forma tais previsões impactam a indústria e suas áreas de tecnologia da informação? Essas e outras questões foram respondidas ontem por Flávio Castelo Branco, economista-chefe de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na abertura do CIO IT Summit – Indústria, que acontece até 27 de maio no Blue Tree Park, em Mogi das Cruzes.
Para o economista, o PIB (Produto Interno Bruto) em 2006 deverá crescer 3,7%, ante os 2,3% do ano passado, enquanto que o crescimento da indústria está estimado em 5%. "Os índices serão puxados principalmente pelo maior volume de exportações registrado nos últimos anos", acredita. Apesar de a situação parecer mais positiva do que a de 2005, a previsão mostra que o Brasil ainda está longe da média de 6,3% de crescimento dos demais países em desenvolvimento, que também têm a vantagem de apresentar um ritmo de crescimento contínuo, sustentado.
Para chegar lá, seria preciso resolver alguns problemas crônicos, como desigualdades sociais, baixo nível de educação da população, a exorbitante carga tributária brasileira, ineficiência na gestão governamental (que resulta em gastos mal-planejados e onera o setor privado), juros nas alturas e poupança interna insuficiente para alavancar os investimentos no País e causar um "choque de ânimo" no empresariado. "Para ter uma idéia como estamos longe do ideal, a taxa de poupança doméstica da China é equivalente a 40% do PIB, ao passo que a taxa de poupança do setor público no Brasil é negativa. Para crescer, é preciso ter investimento", compara. A curto prazo, fatores que podem influenciar essas previsões são as incertezas na esfera política.
Pelo menos, alguns fundamentos que sustentam o crescimento econômico estão bem-avaliados, como o aumento real dos salários e a projeção de inflação no País para 2006, menor do que a do ano passado. Branco aponta como alternativas para acelerar e manter o crescimento, além da resolução dos problemas acima, firmar mais parcerias entre o Estado e o setor privado, reduzir a burocracia e flexibilizar as leis trabalhistas, "que tanto dificultam a negociação entre trabalhadores e empregadores".
Nesse contexto, a tecnologia da informação é vista como uma das maiores alavancas para o crescimento sustentado, já que é ferramenta-chave para inserir o País de forma competitiva no cenário mundial, aumentando a produtividade e a eficiência das instituições e dinamizando o conhecimento. "A TI é a base para a capacidade de adaptação e reação e para inovar", conclui.
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