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Prefeitura de SP testa e-gov no celular em 2006

A Prefeitura de São Paulo pretende implantar, até o fim do ano, dois projetos piloto para a prestação de serviços públicos via telefone celular.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

25 de maio de 2006 - 14h42
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A Prefeitura de São Paulo pretende implantar, até o fim do ano, dois projetos piloto para a prestação de serviços públicos via telefone celular, no modelo conhecido como “mobile gov”  ou “m-gov”.

De acordo com o secretário da Gestão do município, Januario Montone, os serviços a serem oferecidos ainda estão em avaliação, mas são dois os fortes candidatos para estrearem nos celulares. O primeiro leva o nome de e-negocios e é destinado a pessoas jurídicas, principalmente as participantes de licitações e compras governamentais. A meta é levar o serviço já prestado hoje via internet e e-mail com informações sobre pregões também para os terminais móveis.

O outro projeto leva o nome de comunique-se e prevê o acompanhamento do relacionamento do cidadão com a Prefeitura também via terminais móveis. “Em qualquer tipo de procedimento que um cidadão mantenha com os órgãos públicos hoje ele deve acompanhar as notificações via Diário Oficial, e isso muitas vezes acaba se perdendo. O uso do celular traria eficiência a esse modelo”, ressalta.

De acordo com o secretário, a consulta do Diário Oficial por parte do cidadão não é prática comum e em muitos casos os prazos também são expirados. “Hoje praticamente 80% da população tem telefone celular. E como praticamente todo mundo em alguma oportunidade precisa de serviços públicos, o terminal móvel daria melhor acompanhamento”, complementa.

Montone não sabe precisar os investimentos necessários para a instalação dos pilotos, mas acredita que os custos seriam diluídos, sem representar grande peso à Prefeitura. O secretário aponta ainda que a meta municipal em um prazo um pouco maior seria levar o m-gov para serviços de saúde, como o agendamento e acompanhamento de consultas médicas.

A Companhia de Processamento de Dados do Município (Prodam) é um dos órgãos que deverão trabalhar no projeto de desenvolvimento e infra-estrutura do serviço de governo eletrônico via celular.

Segundo levantamento da consultoria norte-americana Pyramid Research, só no ano passado o Brasil registrou receitas de 967 milhões de dólares com dados enviados pelo celular, volume que coloca o País em primeiro lugar na lista dos países com maior faturamento da América Latina.

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