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Brasileiro usa PC com foco no estudo, diz pesquisa da Intel

Usuários brasileiros possuem computadores em casa com uso majoritariamente voltado para educação infantil. É o que aponta estudo apresentado pela Intel.

Por Guilherme Felitti, do IDG Now!*

26 de maio de 2006 - 10h55
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Nada menos que 53% dos 1.658 usuários brasileiros entrevistados pelo instituto Ipsos durante o primeiro semestre de 2005 admitiram que o PC que tem como principal função estimular os estudos dos filhos. Entre os entrevistados, 35% revelaram ter na educação infantil o principal foco da máquina, enquanto 19% disseram que o micro deve ajudar nos deveres de casa da criança.

A intenção de compra de um PC para o uso de Internet é baixo entre os usuários brasileiros. Apenas 5% dos usuários admitiram ter a máquina em casa para uso de web. O número é contrastante em comparação aos entrevistados que disseram já ouvir falar da web, mas mostra o poder do acesso fora do ambiente doméstico.

De acordo com o estudo, 31% dos usuários acessaram a web da casa de amigos, parentes ou conhecidos. Na classe A, a cifra cai para 24%, mesma taxa para uso doméstico. As classes B e C balanceiam a pesquisa, com médias de 33% e 32%, respectivamente, de acesso remoto.

Cerca de 28% dos entrevistados admitiram usar conexões dial-up. com participação maior (34%) na classe C. A banda larga, porém, não está tão distante - no geral, a conexão atinge 21% dos entrevistados, com a taxa entre a classe A já superando o dial-up, que tem 26%.

"Vale dizer que o estudo não contempla a onda de Computador para Todos que varreu o mercado brasileiro no segundo semestre de ano passado", observa Elber Mazzaro, diretor de marketing da Intel Brasil. Por isto, imaginamos que os números de acesso podem ser um pouco maiores hoje".

Os dados do estudo vão de encontro com projetos anunciados nos últimos meses pela Intel, que contemplam computadores de baixo custo voltados tanto à educação infantil como a inclusão digital em países em desenvolvimento.

Durante visita ao Brasil, o CEO da empresa Paul Otelinni revelou o Edu-Wise, notebook educacional com preço inicialmente estipulado em 400 dólares focado na educação de crianças.

Ainda que a Intel fuja da relação, o Edu-Wise segue o caminho do notebook de 100 dólares para fins educacionais em países em desenvolvimento, proposto por Nicholas Negroponte e em desenvolvimento pela agência OLPC.

Max Leite, diretor do Centro de Definições de Plataforma da companhia, afirmou que existem planos de trazer o notebook para o país, mas não estipulou prazos ou confirmação de preço para o equipamento.

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