Negócios
Usuários SAP na mira da Oracle Brasil
Silvio Genesini, Presidente da Oracle Brasil, não descarta a possibilidade da subsidiária oferecer suporte a clientes da SAP no País, como já faz em outros países.
Por André Borges, do COMPUTERWORLD
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“É só uma questão de demanda. Se percebermos que há interesse...”. O comentário de Silvio Genesini, presidente da Oracle Brasil, dá o tom atual da competição entre a companhia e sua rival SAP. O executivo faz referência à parceria firmada em outros países com a indiana Systime, companhia que, em parceria com a Oracle, passou a dar suporte a usuários de sistemas SAP.
“A Systime não tem presença no Brasil. Mas hoje, claro, um serviço de suporte não depende de presença física. Os centros de suporte da Oracle, por exemplo, estão espalhados em todo o mundo. Nós adequamos o melhor local de suporte conforme o fuso horário”, disse Genesini, em entrevista ao COMPUTERWORLD.
Mas se os serviços de suporte ainda são apenas uma possibilidade, o ataque direto à base de clientes da SAP vem ocorrendo cada vez com mais intensidade. Isso porque, segundo o presidente da Oracle Brasil, muitos usuários de sistemas SAP também utilizam produtos de companhias como JD Edwards, PeopleSoft e Siebel, todas compradas pela Oracle.
Ao mencionar um relatório do Gartner feito em março de 2005, Genesini aponta que a projeção para o final do ano passado era de que apenas 6% da base instalada SAP no Brasil estaria utilizando a última versão do ERP da empresa, o MySAP. Os outros 94% teriam versões do R/3 para trás. E destes, 83% não teriam chegado ainda nem sequer à versão 4.7, que antecede o R/3.
“Vemos que a versão 4.6, por exemplo (que concentra 52% dos usuários da SAP, conforme o estudo do Gartner), tem seu suporte vencendo em dezembro de 2006, o que pode ser estendido até 2009 apenas com pagamentos adicionais. Isso demonstra uma dificuldade do concorrente em fazer uma migração para versões mais atuais porque há um custo elevado para migrar. É uma oportunidade para nós”, comenta o executivo.
Segundo Genesini, atualmente algo entre 60% e 70% dos usuários SAP no Brasil também utilizam algum produto da PeopleSoft e/ou Siebel. “É um mercado muito significativo. A idéia agora é explorar essa base instalada que ganhamos com as aquisições. No fundo, essa foi a grande razão destas compras. Passamos não só a ter um maior fluxo de receita com suporte, como também ter a possibilidade de fazer novos negócios”, diz.
Atualmente, segundo estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas – São Paulo (FGV-SP), a SAP tem 23% do mercado de sistemas de gestão no Brasil. A Microsiga, com a aquisição da RM Sistemas, soma 24% e é líder do mercado. A Oracle 16% de participação.
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