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Negócios

Intel oficializa notebook de US$ 400 e desktops de baixo custo no Brasil

Oficialização no Brasil do desktop barato e do notebook educacional fazem parte do investimento da empresa em educação. Primeiras máquinas devem chegar ao mercado em 2007.

Por Guilherme Felitti, do IDG Now!

29 de maio de 2006 - 13h07
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A Intel formalizou nesta sábado (27/05) a introdução de dois projetos de inclusão social formulados pela empresa no mercado brasileiros.

A oficialização do desktop de baixo custo, conhecido no México pelo nome de "Conheça el PC", e do notebook educacional Classmate, chamado anteriormente de Edu-Wise, no Brasil fazem parte do investimento da companhia no setor educacional, ilustrado pelo programa World Ahead.

O anúncio faz parte do projeto World Ahead, pelo qual, com investimento de 1 bilhão de dólares tanto na capacitação de educadores como no desenvolvimento de equipamentos de baixo custo, a Intel pretende atingir um bilhão de estudantes e preparar 10 milhões de professores nos próximos cinco anos em mercados em desenvolvimento.

O projeto "Conheça el PC" foi apresentado ao mercado com a introdução de 300 mil equipamentos no México no começo de abril, enquanto o notebook educacional, revelado sob o nome de Edu-Wise, foi revelado pelo presidente da Intel Paul Otellini em março.

A introdução, no entanto, foi a única certeza que a companhia ofereceu junto ao anúncio.

Ambos os projetos não contam ainda com configuração, prazo para lançamento ou prazo definidos. "Antes mesmo de oficializar (esses dados), precisamos escolher um modelo de negócios, que, provavelmente, será diferente do empregado no México", afirma Elber Mazzaro, diretor de marketing da Intel Brasil.

Mazzaro, porém, estipula que até os primeiros equipamentos de ambos os projetos deverão chegar ao mercado pela mão de integrados até o primeiro trimestre de 2007.

O anúncio do programa no Brasil coincide com a notícia de que o projeto do PIC, PC de baixo custo desenvolvido pela rival AMD, teria perdido a participação da Telefônica e atravessaria dificuldades de produção graças à baixa procura dos usuários.

"Usuários das classes C e D não têm computadores, mas sabem muito bem o que uma máquina precisa ter para atender suas necessidades. Equipamentos com limitações neste sentido frustram o usuário", cutuca Mazarro, que alega que o principal mote de ambos os projetos de inclusão é a capacidade do usuário modificar seu equipamento.

Mesmo sem definições pontuais sobre o projeto, Mazarro admite que a Intel já tem conversas com o assessor especial do presidente Lula César Alvarez para a comercialização de ambos os modelos para o Governo Federal.

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