Negócios
Ceagesp troca Windows por Linux
Com um investimento de 25 mil reais em consultoria e hardware, a estatal migrou em abril deste ano todos os servidores para plataforma Linux e centralizou a base DNS.
Por Camila Rodrigues, especial para o COMPUTERWORLD.
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Tudo começou quando a Microsoft suspendeu o suporte para o Windows NT 4.0, em dezembro de 2004. “Além disso, não era possível aumentar o número de usuários, porque não tinha como comprar licença”, relembrou Paulo Loesch, coordenador de suporte e infra-estrutura da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Outro problema enfrentado pela área de TI da empresa era a falta de integração entre os servidores de e-mail, de webmail, de arquivos e com o sistema de gerenciamento de contas.
Diante de tal cenário, foi realizada uma análise de custo/benefício em dezembro de 2005, por meio da qual se concluiu que, neste caso, uma solução em software livre seria mais viável. Para concretizar a migração, o coordenador conta que a Ceagesp contratou a consultoria 4Linux e adquiriu uma solução Debian GNU/Linux.
O pacote é composto pelo servidor de arquivos Samba, OpenLDAP [protocolo de busca em diretórios em código aberto, usado prinicipalmente para Domain Name System (DNS)], pelo servidor de e-mail Qmail e pelo servidor proxy de web e FTP Squid. “No total, investimos em torno de 25 mil reais entre hardware e consultoria”, contabiliza Loesch.
Durante a implementação, que começou em janeiro deste ano e foi concluída em abril, o coordenador explica que não formatou a mesma máquina para migrar o sistema, o que ocorreu de forma transparente para os usuários. “Deixamos o servidor de arquivo rodando e, somente quando o outro estava pronto, desligamos o antigo”.
Loesch destacou que o OpenLDAP “mudou bastante a rotina". "Hoje, basta criar um único login e senha, e eles são replicados para os outros servidores”. O executivo explica que os dados de identidade ficam centralizados em uma base LDAP, que atualiza os outros servidores quando um usuário é adicionado ou excluído.
Questionado sobre a possibilidade de migrar também a base de desktops para software livre, Loesch acredita que ainda há muita resistência dos usuários. “É difícil, porque os funcionários reclamarão. Em casa, eles usam Windows”. O executivo fala sobre um projeto que realizou em outra empresa – a qual não quis revelar o nome -, em que “a rejeição foi tão grande, que foi necessário voltar para Windows”.
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