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Negócios

Lenovo afirma que lucro ainda não é prioridade

Companhia alega que estratégia deste ano é ganhar mercado para combater concorrentes como Dell e da HP. Paralelamente, também é preciso estabilizar suas operações.

Por COMPUTERWORLD

31 de maio de 2006 - 17h08
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O grupo Lenovo informou que o aumento dos lucros não deverá ser uma prioridade este ano, já que a companhia está focada em ampliar sua participação de mercado. A companhia, inclusive, comunicou que está preparada para cortar preços para ganhar a competição com seus maiores rivais.

“Para este ano, o foco é aumentar o faturamento, e nós acreditamos que os lucros também deverão aumentar, mas não é nosso principal objetivo”, disse o chairman Yang Yuanging à Reuters. “Os lucros neste ano não deverão ser piores do que no ano passado”.

A Lenovo está enfrentando pressões devido à perda de market share para as rivais Dell e HP e a expectativa é de que as pressões de preço continuem este ano.“Estamos usando preços e muitas outras estratégias contra a concorrência”.

A empresa publicou na semana passada um prejuízo no quatro trimestre que foi quase o dobro do que o mercado esperava, o que sugeriu que a companhia continua enfrentando uma competição intensa. Um dos motivos do baixo lucro anual da Lenovo foram os custos relacionados com a compra da unidade de PCs da IBM, que custou 1,25 bilhões de dólares.

A despesa com a reestruturação da unidade comprada totalizou em torno de 70 milhões de dólares no ano passado, porém, em 2006, esses custos não devem passar 30 milhões de dólares.

O faturamento e o lucro na China, que é responsável por um terço do faturamento global da empresa, deverão crescer, em porcentagem de dois dígitos, prevê Yang. Analistas prevêem que os lucros da Lenovo alcancem 168 milhões de dólares neste ano fiscal, sete vezes mais do que no ano passado.

A Lenovo transferiu, no ano passado, em torno de mil postos de trabalho de locais de alta-remuneração como os EUA para países de mão-de-obra barata, como a China, mas Yang diz que não são esperadas demissões. “O objetivo na primeira fase é estabilizar as operações. Em uma segunda fase, nós iremos focar no crescimento”.

O executivo declarou que os notebooks contabilizaram menos da metade das vendas da Lenovo no ano passado, mas que essa porcentagem deve ultrapassar os 50% neste ano, embora não tenha divulgado mais detalhes sobre o assunto. A Lenovo quer manter a marca da IBM para seus produtos mais sofisticados, como o ThinkPad, enquanto utiliza sua própria marca para produtos mais baratos, informou Yang.

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