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Negócios

Brasília: onde o software livre busca afirmação

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

05 de junho de 2006 - 16h08
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Na avaliação de Santanna, o maior problema está relacionado à retaguarda, como o software de servidores e bancos de dados, e isso vem sendo aprendido no dia-a-dia. “Documentos como o Guia Livre têm contribuído para nortear as ações”, comenta. Além disso, o discurso está menos emocional e a prioridade parece não ser mais concluir as iniciativas a toque de caixa.

Lideranças anteriores previam que seria possível migrar a infra-estrutura de cinco ministérios para software livre em pouco mais de um ano. O prazo terminou em meados de 2005 e os resultados não chegaram nem perto da meta. “As estratégias têm de ser pensadas minuciosamente e não com a velocidade estabelecida via decreto, sob risco de colocar tudo a perder”, conclui Santanna. Resta saber se essa aparente calmaria e reflexão sobre os projetos não chegou muito tarde às iniciativas de software livre. Em ano eleitoral, tentar reescrever toda a estratégia já traçada pode ser arriscado.

Na trilha da migração
Apesar de estarem bem distantes da enxurrada migratória proposta nos primeiros anos da gestão do governo Lula, alguns órgãos já contabilizam os resultados das substituições dos sistemas proprietários por outros de código aberto.

Segundo o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), foram economizados dentro do órgão 14,8 milhões de reais no ano passado, volume que deve ser superado neste ano. Entre as iniciativas já conduzidas estiveram a substituição do sistema de correio eletrônico Lotus Notes pelo sistema de código aberto Carteiro – o que proporcionou redução de custos de 720 mil reais – e a substituição do sistema operacional Windows em 2,78 mil máquinas, que resultou em economia de 7 milhões de reais.

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