Negócios
Vendas da Positivo triplicam no 1º tri
Fabricante fecha o primeiro trimestre do ano com venda de 161,1 mil computadores. Em todo o País, se comprou 1,42 milhão de máquinas.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Atualizada às 12h15 - A fabricante de computadores Positivo fechou o primeiro trimestre deste ano com a venda de 161,1 mil computadores. O resultado representa um crescimento três vezes superior sobre o volume vendido entre janeiro e março de 2005, quando a Positivo colocou no mercado 50,8 mil máquinas.
Entre os períodos, a participação da fabricante mercado total de computadores (incluindo o mercado cinza) saltou de 4,4% para 11,3%, segundo dados da consultoria IDC Brasil.
Se consideradas apenas as vendas legais, a participação da companhia sobe de 15,2% para 26,4%. A consultoria não revela os resultados das demais fabricantes de computadores, mas aponta que a Positivo teve um resultado 74% maior que o segundo colocado no ranking e 95% superior ao terceiro. Fontes de mercado, porém, indicam que a segunda colocada foi a Dell, seguida da HP.
No total, o País fechou o primeiro trimestre de 2006 com a venda de 1,42 milhão de máquinas vendidas, contra 1,14 milhão comercializadas em igual intervalo do ano passado. As vendas de equipamentos legais atingiram 613,3 mil máquinas.
De acordo com Reinaldo Sakis, analista de mercado da IDC Brasil, a expectativa da consultoria é que o mercado brasileiro atinja 6,5 milhões de computadores comercializados, um salto de 22% sobre 2005.
Ampliação na infra-estrutura
De acordo com Hélio Rotenberg, diretor da Positivo, a companhia investirá cerca de 30 milhões de reais na ampliação de sua fábrica localizada na região metropolitana de Curitiba (PR). "Vamos ampliar a instalação dos 12 metros quadrados de hoje em mais 7 mil metros quadrados, elevando a produção de 90 mil máquinas para 115 mil máquinas por mês", ressaltou durante entrevista coletiva realizada em São Paulo. A expectativa é que a ampliação seja concluída até o mês de agosto deste ano.
Questionado sobre a possibilidade de mudança física da fábrica - algo que seguiria a estratégia da Dell de criar uma base em São Paulo por questões logísticas - Rotenberg declarou que não tem planos no momento. "Estamos sempre olhando para benefícios fiscais e questões logísticas em diversas partes do País. Minas Gerais, São Paulo e Manaus (AM) apresentam condições muito boas, mas não temos nenhum plano em curto prazo para mudar a fábrica do Paraná", enfatizou.
A ampliação da estrutura e da capacidade de produção, ao que tudo indica, também tende a beneficiar a estratégia da Positivo no mercado corporativo. Segundo Rotenberg, 1,5 mil computadores são comercializados por mês para o segmento corporativo. "Estamos muito distantes do que o previsto, mas neste momento estamos estruturando a rede de distribuição também", disse. Na avaliação do executivo, não havia formas anteriores de a companhia ampliar a presença nesse segmento justamente em função da limitação do volume produzido, algo que deve ser superado em parte já com a ampliação da estrutura.
O executivo também ressaltou que a companhia comercializou cerca de 80 mil computadores do programa de inclusão digital Computador para Todos, do governo federal. A iniciativa começou em novembro do ano passado.
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