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Microsoft avança em projeto de digitalização de livros

O acervo das bibliotecas das Universidades da Califórnia e de Toronto é a nova aquisição do serviço que derivou do MSN Book Search, lançado no final do ano passado.

Por COMPUTERWORLD

09 de junho de 2006 - 15h04
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A Microsoft está expandido as fontes para seu serviço de buscas por livros. Ao menos três novas bibliotecas concordaram em fornecer conteúdo ao Windows Live Book, buscador de livros digitalizados que faz frente ao polêmico serviço similar do Google.

O acervo das bibliotecas das Universidades da Califórnia e de Toronto é a nova aquisição do serviço que derivou do MSN Book Search, lançado no final do ano passado. Após anúncio da parceria, feito nesta sexta-feira (09/06), a Biblioteca Britânica também prometeu oferecer algumas de suas obras com direitos vencidos à Microsoft.

A organização Open Content Alliance (OCA), financiada por empresas de tecnologia, será a responsável pela digitalização e indexação dos livros, que a princípio se restringirão aos títulos com direitos autorais vencidos.

A Microsoft, contudo, espera negociar com detentores de direitos autorais a permissão para digitalizar obras legalmente protegidas.

A empresa prefere dar passos pequenos em seu projeto de escaneamento dos livros para não contrariar editoras e autores das publicações, cautela que foi ignorada pelo Google.

O Google está digitalizando exemplares ou mesmo o acervo inteiro de bibliotecas das Universidades de Harvard, Stanford, Oxford e da Biblioteca pública de Nova York.

O serviço do Google, batizado de Google Book Search, foi motivo de processos movidos por editoras e autores que dizem que o buscador não tem autorização para escanear livros protegidos por direitos autorais sem antes pedir a permissão de quem detém os direitos.

O último processo aconteceu na terça-feira (06/06), quando a editora francesa La Martinère entrou na justiça acusando o Google de falsificação. A empresa diz que ao menos 100 de seus trabalhos protegidos por direitos autorais estão disponíveis no Google Book Search sem a permissão devida. A causa exige que o buscador pare com o escaneamento das obras e que pague 1 milhão de euros como indenização.

Jà a Microsoft declara que irá trabalhar em parceria com a OCA para conseguir autorização para a publicação de obras protegidas.

Ambos, Google e Microsoft, possuem programas que possibilitam que autores e editoras enviem seus trabalhos para serem incluídos em seus respectivos bancos de dados.

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