Negócios
Intel anuncia chips mais econômicos
Pesquisadores encontraram uma forma melhor de isolar circuitos, permitindo que eles economizem energia já que empacotam mais transistores em cada processador.
Por André Borges
Pesquisadores da Intel Corp. encontraram uma forma melhor de isolar circuitos, permitindo que eles economizem energia já que empacotam mais transistores em cada processador.
A Intel poderia começar a criar chips com estes novos transistores tridimensionais - diferentes dos clássicos, que são planos - em 2010, permitindo um aumento de 45% na velocidade e uma redução de 35% no total de energia consumido, comparado aos atuais transistores de 65 nanômetros, afirmou Mike Mayberry, diretor de pesquisas de componentes e vice-presidente do Grupo de Manufatura e Tecnologia da Intel.
O transistor tridimensional triplica o espaço disponível para o tráfego de sinais elétricos, como se criasse duas faixas adicionais em uma estrada sem aumentar sua área.
Este avanço pode se transformar em uma poderosa ferramenta de vendas, já que a eficiência no consumo de energia é uma medida de mercado fundamental para os chips em PCs, desde os notebooks e PDAs (Personal Digital Assistants) aos servidores de alta capacidade.
A Advanced Micro Devices Inc. (AMD) fez uma série de anúncios afirmando que sua linha Opteron de microprocessadores irá oferecer uma redução significativa no consumo de energia se comparada à família Xeon da Intel.
A nova tecnologia da Intel ainda pode estender o alcance da Lei de Moore - previsão feita há 40 anos pelo co-fundador da Intel, Gordon Moore, de que o número de transistores em um chip dobraria a cada dois anos.
Alguns engenheiros já previram que esta tendência estava prestes a acabar porque a eletricidade tende a vazar em pequenas redes conforme a geometria do chip é reduzida para uma medida inferior a 90 nanômetros.
Uma solução é criar chips com múltiplos núcleos que rodem a velocidades mais lentas, já que os microprocessadores dispersam mais eletricidade e rodam com menor eficiência quando trabalham a 2 GHz. Esta tem sido a opção adotada por fabricantes como Intel, AMD e Sun.
Outro caminho pode ser a adoção de nanotubos de carbono, segundo cientistas da IBM. Em março, eles anunciaram a criação de um circuito eletrônico integrado combinando a tecnologia de silício tradicional com uma molécula de nanotubo de carbono.
"Comparada aos nanotubos de carbono esta solução é de longe muito mais simples de ser adotada", comentou Mayberry. "O problema com os nanotubos de carbono é que ninguém sabe como colocá-los em um ponto específico, exceto movendo-os, um de cada vez. E mesmo nossos menores chips têm milhões de transistores, o que torna essa tarefa um desafio insuperável."
A tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento, mas os dsenvolvedores da Intel poderão aplicá-la rapidamente a novos chips usando os equipamentos já existentes nas unidades de manutafura.
"Será uma opção para chips de cerca de 45 nanômetros (nm) - nos modos de 32 nm ou 22 nm - o que nos dá confiança de que poderemos conduzir a Lei de Moore para a próxima década", disse Mayberry.
A fabricante já declarou que fabricará mais chips com 65 nanômetros do que com 90 nanômetros no terceiro trimestre deste ano, migrando para chips de 45 nm em 2007 e de 32 nm em 2009.
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