Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

Negócios

Testes com Nota Fiscal Eletrônica superam expectativas

Por Fernanda K. Ângelo, do COMPUTERWORLD

14 de junho de 2006 - 10h55
página 2 de 2


A Neoris, por exemplo, já oferece a solução de NF-e no Brasil. “Como a dinâmica é mais ou menos a mesma, conseguimos trazer a solução desenvolvida para outros países no ano passado”, afirma Ton Nogueira, diretor da companhia. O executivo diz que eliminar processos de emissão convencional de notas, sua circulação, impressão, envio e armazenamento torna uma organização mais competitiva. “Estamos resolvendo uma questão de competitividade”, alerta. “A iniciativa do governo também fomenta a relação B2B. O Brasil ganhará muito em termos de agilidade e redução da corrupção. Tem gente no País interessada em fazer a coisa certa”, desabafa.

Provedor de soluções tecnológicas e serviços de comércio eletrônico para as áreas de suprimentos e logística das empresas, o Mercado Eletrônico também já se movimenta no sentido de atender à demanda gerada pela NF-e. Luiz Gastão, vice-presidente do Mercado Eletrônico, acredita que a ação fará uma verdadeira revolução no mercado. “Nomeamos um gerente para cuidar apenas desse assunto”, revela. Segundo ele, o Mercado Eletrônico já tem soluções de nota fiscal eletrônica em teste em pelo menos seis empresas no Brasil.

A Associação Brasileira de E-business (e-business Brasil) estima que as empresas que aderirem à NF-e poderão economizar entre 2% e 5% de seu faturamento anual. “Os modelos 1 e 1A, para ter idéia, são emitidos em quatro vias. Além do custo do papel, há a necessidade de manter as notas guardadas por cinco anos, mais o ano corrente [é o período em que o Fisco pode solicitar comprovantes das contribuições]”, mensura Mello. “Tudo isso consome tempo e recursos.”

Carlos Alberto Pinto, gerente de controladoria da Wickbold, conta que cálculos baseados nos primeiros resultados obtidos com o projeto indicam que a empresa economizará 0,12 real por nota fiscal emitida. A economia envolve custos com papel e todo o trabalho operacional de controle. “O maior ganho está mesmo na melhoria da operação e eficiência na logística”, afirma o executivo.

A Wickbold utiliza a solução Triangulus NFe, da Config Informática. Segundo Carlos Alberto, a companhia investiu entre 300 mil e 400 mil reais em toda a implantação, incluindo pessoal, software, hardware e treinamento. Ele conta que a idéia é migrar todo o processo de emissão de notas fiscais – atualmente são 300 mil notas por mês – para o sistema de NF-e. “Queremos fazer isso o mais rápido possível, mas a migração será feita de maneira gradativa”, explica, acrescentando que a mudança depende também de clientes. “Não temos um ‘deadline’, mas grande parte desse volume será emitida eletronicamente até o fim de 2006”, garante.

O sistema de NF-e atualmente em fase de testes tem capacidade para emitir até 240 mil notas por mês. A partir do segundo semestre, de acordo com Mello, líder do projeto, estréia um ambiente de alta disponibilidade, cuja capacidade mensal será de 3 milhões, que deve chegar a 10 milhões no primeiro semestre de 2007 e 30 milhões até o fim do mesmo ano. “O número representa 50% das notas emitidas entre empresas no Estado de São Paulo”, diz ele – São Paulo responde por entre 40% e 50% do volume de notas emitidas em todo o País.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld