Negócios
Pólo de Manaus vive novo ciclo de expansão
Apoiado por incentivos fiscais, prorrogados até 2023, o Pólo Industrial de Manaus (ex-Zona Franca) bate recordes de faturamento e de empregos.
Por Ralphe Manzoni Jr., do IDG Now!
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Quem andar por Manaus, não vai ver sinais daquela que já foi considerada a “Paris dos Trópicos”. Apesar dos esforços de recuperação do patrimônio histórico, a cidade nunca mais voltou a ter o luxo e a riqueza do ciclo da borracha, que durou de 1879 a 1912, com um breve soluço durante a 2ª Grande Guerra Mundial.
Localizada às margens do Rio Amazonas, Manaus deve dar uma ampla votação para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno da eleição presidencial. E o motivo é a revitalização da Zona Franca de Manaus, que agora responde pelo nome de Pólo Industrial de Manaus.
Lula prorrogou os incentivos fiscais do Pólo Industrial de Manaus de 2013 para 2023, dando 10 anos de sobrevida para este pólo, que gera riquezas para a região Amazônia, mas também é alvo de uma saraivada de críticas do resto do país, por conta de estar baseado em pesados incentivos fiscais federais e estaduais.
O Pólo Industrial de Manaus, apesar das críticas, está em plena forma. Aliás, nunca esteve tão bem. Criado em 1967, as cerca de 450 indústrias do setor eletroeletrônico, de informática e de duas rodas comemoraram, em 2005, o melhor desempenho da história da Zona Franca. O faturamento atingiu 8,9 bilhões de dólares (45,7 bilhões de reais). O número de empregos diretos chegou a 98 mil.
“A prorrogação do prazo, ocorrida na reforma tributária, sinalizou com um horizonte maior para os incentivos”, analisa José Alberto da Costa Machado, coordenador geral de Estudos Econômicos e Empresariais da Suframa, órgão federal que aprova e controla os incentivos fiscais concedidos às empresas instaladas no Pólo Industrial.
O desempenho dos quatro primeiros meses de 2006 sinaliza que o Pólo Industrial de Manaus vai bater novos recordes neste ano. A receita entre janeiro e abril somou 7,2 bilhões de dólares (15,6 bilhões de reais), 36% a mais que o mesmo período do ano passado. Em reais, o crescimento foi menor: 11,9%. A expectativa é faturar 22 bilhões de dólares em 2006. O número de empregos diretos gerados deve chegar a 108 mil.
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