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Negócios

Gigantes de TI unem-se por mercado de outsourcing

Plataforma de serviços globais da EDS une empresas como Cisco, EMC, Oracle, SAP e Dell, entre outras, para fazer frente às ofertas da IBM.

Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD

20 de junho de 2006 - 15h29
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Em busca de ampliar a sua participação no mercado de outsourcing, em que atua já há mais de 40 anos, a EDS consolidou sua plataforma de serviços globais, batizada de Agile Enterprise. Para concretizar o novo modelo de negócios, a companhia estruturou aquela que chama de Agility Alliance, uma federação composta por fornecedores dos mercados de infra-estrutura, aplicações e serviços de terceirização de processos de negócios.

A EDS uniu as empresas Cisco, Dell, EMC, Microsoft, Oracle, SAP, Sun Microsystems, Towers Perrin e Xerox a fim de oferecer ao cliente não mais apenas serviços de TI, mas soluções completas de negócios. “As empresas parceiras vão colaborar entre si para desenvolver alternativas de prestação de serviços”, afirma Chu Tung, presidente da EDS Brasil. Segundo ele, as novas ofertas envolverão soluções padronizadas, com pacotes prontos de serviços, capazes de trazer ganho em escala, agilidade, produtividade e qualidade, além da reduzir os custos dos clientes.

Tung afirma ainda que a meta da Agile Enterprise é criar – e estabelecer – o conceito de “grid services”, em que o cliente pagará apenas pelo serviço recebido. E por serviço, diz o executivo, entende-se toda a cadeia do negócio, incluindo não apenas a mão-de-obra, mas hardware, software e ativos em geral. “A preocupação do cliente ficará resumida a garantir o cumprimento do nível de serviço estabelecido”, diz Tung.

A empresa que assinar o contrato com a EDS estará assumindo a sua disposição para passar por uma transformação. “São objetivos de longo prazo, contratos de pelo menos três a cinco anos”, revela o executivo da EDS. Para desenvolver e manter atualizado esse novo conceito de serviços, a Agile Enterprise e seus aliados, juntos, se comprometem a investir, pelo menos, 20 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento ao ano.

A EDS, por si só, já criou um centro de desenvolvimento nos Estados Unidos e está em fase de conclusão de outro, na Europa. “Nesses centros, os parceiros entram com a mão-de-obra”, diz Tung. De acordo com ele, atualmente a Agile Enterprise conta com um grupo de mais de 2 mil pessoas dedicadas ao desenvolvimento de seu portfólio.

Silvio Genesini, presidente da Oracle Brasil, destaca que a parceria visa a redução do custo total de propriedade, refere-se a diminuir a complexidade dos sistemas, ampliar a interoperabilidade e transformar o software em serviço. “É a busca de uma solução simples, ágil e eficiente”, resume. Luis Cesar Verdi, diretor da SAP Brasil, compartilha a mesma opinião e completa: “No Brasil, em particular, essa estratégia global tem grandes chances de sucesso porque as subsidiárias locais tem menor resistência a mudanças do que as unidades em outros países”.

Para Emilio Umeoka, presidente da Microsoft Brasil, a aliança vem ao encontro do posicionamento adotado pela companhia junto ao mercado corporativo. “É uma estratégia focada em pessoas, em melhoria do relacionamento, mais eficiência e inovação.”

Em resumo, no final das contas, o objetivo claro da Agile Enterprise nada mais é do que fazer frente à IBM. No mais nobre estilo “se não pode com ele, junte-se a ele”, as empresas da aliança, algumas concorrentes entre si, tiveram suas competências estabelecidas pela EDS para que não haja disputa entre elas dentro do cliente. “A parceria foi desenhada de modo que as soluções complementem umas às outras”, assegura Tung. “Uma coisa está clara: a IBM é concorrente de todos nós. Não faz sentido concorrer com nenhum desses parceiros, já que eles são também ajudam a gerar boa parte da receita da companhia”, afirma Ricardo Menezes, diretor da Dell Computer no Brasil. 

Se a estratégia mantiver o ritmo em que vem desde o seu lançamento global, a IBM deve mesmo ficar de olhos abertos. Nos últimos 18 a 24 meses, a Agile Enterprise apresentou resultados de 7,3 bilhões de dólares em vendas, sendo 290 milhões gerados por negócios cotados pelos aliados. A Agility Alliance já garantiu 178 contratos, incluindo 51 novos clientes e os parceiros oferecem atualmente suporte para cerca de mil oportunidades de vendas.

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