Negócios
Avanço do mobile banking será menor
Para os CIOs de quatro grandes bancos, dentre as causas do movimento está a diversidade de celulares existentes no País, as limitações de recursos tecnológicos dos aparelhos em operação e a falta de cultura dos usuários.
Por Genilson Cezar, especial para o COMPUTERWORLD
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A grande diversidade de aparelhos celulares existentes no País, as limitações de recursos tecnológicos da maioria dos modelos em operação e a falta de cultura dos usuários são as principais obstáculos à expansão mais rápida do mobile banking no Brasil, segundo avaliação dos CIOs de quatro grandes bancos brasileiros - Manoel Gimenes Ruy, do Banco do Brasil; Clarice Coppetti, da Caixa Econômica Federal; Laércio Albino Cezar, do Bradesco; e Renato Cuoco, do Itaú -, que participaram nesta quarta-feira (21/6) da mesa redonda “Visão 2.020 de lideranças de TI", realizada no CIAB 2006.
A mesa redonda contou com a participação dos jornalistas Sônia Penteado, diretora-editorial do COMPUTERWORLD, Sandra Carvalho, da InfoExame, Graça Sermound, da Decision Report, Wilson Moherdaui, da Plano Editorial, e teve como moderador Paulo Markun, da TV Cultura.
De acordo com os executivos, o crescimento das aplicações móveis é, certamente, incontestável. No Banco do Brasil, informa Gimenes Ruy, já são 9 milhões de usuários cadastrados com senha (o mesmo número de clientes que acessam o Internet Banking). De janeiro a junho foram registradas 8 milhões de transações com acesso móvel (cerca de 1,3 milhão por mês), realizadas por 460 mil clientes. Mas isso não é suficiente: "A tecnologia da mobilidade é a terceira onda de tecnologia do sistema bancário, está na crista, porém para atingir um nível de aceitação dos usuários precisa ter mais aplicações, e isso deve demorar ainda alguns anos", comenta Albino Cezar, do Bradesco, uma das primeiras instituições financeiras do País a explorar soluções de mobilidade.
Os executivos destacaram também que a internet ainda é um canal muito superior aos demais canais de negócios oferecidos atualmente pelas instituições financeiras. E elogiaram o forte processo de bancarização que ocorreu nos dois últimos anos no País. "O Banco Popular é um projeto já com tempo de maturação, colocou 250 milhões de reais de microcrédito à disposição dos clientes, tem um nível de inadimplência bem pequeno e está presente hoje em 4,5 mil pontos do território nacional", diz Gimenez Ruy. O Bradesco, segundo Albino Cezar, também tem experiência positiva de bancarização com o Banco Postal. "Marcamos presença em 1,1 mil municípios onde não estávamos e foi um excelente instrumento de inclusão social e mesmo digital no meio financeiro", assegura.
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