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Negócios

Software e serviços movimentam US$ 7,41 bi em 2005

Estudo encomendado pela Abes à IDC indica que, embora o setor registre crescimento, o volume de software e serviços exportados pelo País ainda é pífio – não chega a 178 milhões de dólares.

Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD

28 de junho de 2006 - 10h48
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Um levantamento encomendado pela Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software) à consultoria IDC indica que o mercado nacional de softwares e serviços é o 12º maior do mundo, movimentando 7,41 bilhões de dólares em 2005.

Conheça também os números do mercado global de TI

Em primeiro lugar está o mercado norte-americano, com 287,5 bilhões de dólares de um segmento que movimentou, no ano passado, 662 bilhões de dólares em todo o mundo. Logo atrás, em segundo lugar, aparece o Japão, responsável por 63,2 bilhões de dólares, seguido do Reino Unido e Alemanha, com 59,5 bilhões e 41,3 bilhões de dólares, respectivamente. “Acho interessante destacar que os 15 maiores países em software e serviços respondem por 90% de todo esse setor”, afirma Jorge Sukarie, presidente da Abes.

No Brasil, em 2005, apenas as vendas de softwares atingiram 2,72 bilhões de dólares, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, quando o setor movimentou 2,36 bilhões de dólares. Esse montante representa 1,2% do mercado mundial de programas e equivale a cerca de 41% do mercado latino-americano. Os demais 4,69 bilhões de dólares são provenientes de serviços relacionados, conforme a segunda edição da pesquisa no Brasil. “Vender software como serviços é uma tendência cada vez mais forte”, diz Sukarie.

A expectativa da IDC e da Abes é que o segmento mantenha um crescimento médio de 11% até 2009, indica o levantamento.

Exportações

O destaque negativo da pesquisa, embora o setor como um todo venha de fato registrando crescimento, fica por conta do baixo volume de software e serviços exportado pelo País. O valor não chega a 178 milhões de dólares, muito aquém dos 2 bilhões estimados pelo governo para 2007, ou os 300 milhões previstos pelo Softex, que usa métricas menos díspares às da IDC do que aquelas adotadas pelo governo. Além disso, em 2005, softwares desenvolvidos no exterior ainda responderam por 71% do mercado local.

Segundo o levantamento, o mercado local movimentou nada menos que 97% da receita gerada pelo setor de serviços. No mercado de software, a situação não foi diferente - apenas 1,2% da produção local foi destinada à exportação.

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