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Negócios

Nova holding brasileira de TI quer faturar R$ 70 mi em 2006

Formada a partir de quatro empresas sediadas em Brasília, a holding que leva o nome provisório de Conecta Contrix quer fortalecer presença no setor público e ganhar mercado privado.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

10 de julho de 2006 - 09h59
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Empenhadas em aumentar a competitividade no setor de tecnologia e reduzir as vulnerabilidades operacionais perante o mercado, quatro médias e pequenas empresas brasileiras de TI sediadas em Brasília (DF) anunciam seu processo de fusão.

Atuantes em áreas que vão desde infra-estrutura de data centers e integração de soluções até capacitação de mão-de-obra, Conecta, Contrix, Novintec e Ipslon Corp. têm a meta de faturar cerca de 70 milhões de reais já neste ano. “Esse valor é mais que o dobro de 30 milhões de reais que as companhias atingiram operando individualmente em 2005”, explica Francisco Tony, presidente da holding que leva o nome provisório de Conecta Contrix.

De acordo com o executivo, as análises para a fusão começaram no ano passado e as conversas se intensificaram cerca de quatro meses atrás. Pelo modelo, não houve compra de uma empresa por outra, mas sim, um processo no qual os sócios concordaram em migrar para uma holding que ficará responsável por gerir as quatro empresas. “Vimos um ganho de eficiência operacional com o negócio e a meta neste momento é convergir para o alinhamento dos portifólios”, explica.

Outro objetivo da holding com a união é fortalecer a participação no setor público – principal cliente das companhias até então – e ganhar mercado também entre empresas privadas. “Para algumas companhias que integram a holding o setor público representava até 100% do faturamento até pouco tempo atrás. Queremos agora ganhar dimensão para continuar concorrendo neste segmento, mas também elevar as vendas para o setor privado”. Tony acredita ainda que a fusão integrará as competências complementares que cada uma das integrantes já mantinha, com a oferta de serviços gerenciados, gestão de desempenho, segurança, treinamento, consultoria PMI, ITIL e Cobit, além de infra-estrutura física de redes.

Atualmente as companhias que compõem a holding possuem unidades em Recife, Goiânia e na Flórida (EUA) e um total de 100 funcionários. O objetivo, de acordo com o presidente, é ampliar a presença para outros Estados brasileiros, em especial a região Sudeste, em especial, Rio de Janeiro e São Paulo. “Pretendemos contratar cerca de 35 profissionais até o fim do ano de diversas áreas, para suportar nosso crescimento”, complementa. A Ipslon, subsidiária da Conecta em Fort Lauderdale (EUA), é o braço internacional do grupo, que pretende conquistar negócios principalmente na área de outsourcing offshore entre clientes norte-americanos.

Abertura de capital como meio

Abrir o capital poderá figurar entre os planos da holding daqui dois ou três anos, mas apenas se na ocasião a companhia acreditar que essa seja a melhor forma de atingir o crescimento. “A criação da holding é um meio para o crescimento de todas as empresas e acredito que uma eventual abertura de capital teria a mesma caracterização. Não criamos a holding com a intenção de abrir o capital. Isso só vai acontecer se acharmos que é uma maneira interessante de captar recursos para novas aquisições e continuar crescendo”, aponta Tony.

Para os próximos meses, o pensamento chave é elaborar um modelo sustentável para manter os níveis de crescimento das empresas. O grupo acredita que, até o final do ano, exista crescimento de 10% a 15% no volume de negócios fechados pelas quatro empresas, em contratos avaliados em 35 milhões de reais. O executivo acredita que até meados de outubro o processo de criação da holding esteja concluído.

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